MS celebra 49 anos, com o alcance 82% de cobertura de saneamento

Postado por maria.espindola em 09/out/2026 -

Com 82% de cobertura no Estado e 37 municípios acima de 90%, expansão da infraestrutura amplia coleta e tratamento de esgoto e aproxima MS da meta de universalização

Aos 49 anos, Mato Grosso do Sul chega ao aniversário com um avanço expressivo em uma infraestrutura essencial para -a saúde, a qualidade de vida e a proteção ambiental. A cobertura de esgotamento sanitário já alcança 82 % no Estado e, nos municípios atendidos pela Aegea, 37 já superaram 90% de atendimento, patamar considerado de universalização pelo Marco Legal do Saneamento.

No interior, a expansão dos sistemas é realizada pela Ambiental MS Pantanal por meio da parceria público privada com a Sanesul e envolve diferentes etapas da infraestrutura de esgotamento sanitário, com implantação de redes coletoras, novas ligações domiciliares, estações elevatórias, emissários e estruturas de tratamento.

A evolução dos indicadores mostra o ritmo de expansão do esgotamento sanitário em MS nos últimos cinco anos. Em 2021, oito municípios estavam acima de 90% de cobertura. Em 2026, são 36, enquanto novas obras seguem avançando para ampliar o atendimento e aproximar outras cidades da universalização.

Para o governador Eduardo Riedel, o avanço do saneamento em Mato Grosso do Sul é resultado de uma política de Estado construída com planejamento de longo prazo e participação do investimento privado.

“Saneamento é saúde, bem-estar e qualidade de vida. Tenho orgulho em dizer que Mato Grosso do Sul caminha para ser o primeiro estado do Brasil a universalizar o esgotamento sanitário, antes do prazo nacional. Esse avanço é fruto de um esforço coletivo, de uma política de Estado planejada a curto, médio e longo prazo e da participação do investimento privado. Uma transformação que vai além da infraestrutura, com benefícios para a saúde, o turismo, a educação, o meio ambiente e a qualidade de vida da população”, destaca o governador.

A expansão dos serviços é resultado da atuação conjunta do Governo do Estado, da Sanesul e das empresas da Aegea em Mato Grosso do Sul. No interior, a Ambiental MS Pantanal atua em parceria com a Sanesul na ampliação dos sistemas de esgotamento sanitário em 68 municípios. Em Campo Grande, os serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário são realizados pela Águas Guariroba.

Para Renato Marcílio, diretor-presidente da Sanesul, Mato Grosso do Sul vive um novo momento no saneamento, com investimentos que ampliam o acesso aos serviços e contribuem para a melhoria da qualidade de vida da população.

“Cada rede implantada e cada estação de tratamento construída representam avanços concretos na vida das pessoas. Trabalhamos com responsabilidade e visão de futuro, porque o acesso ao saneamento é essencial para a saúde, o desenvolvimento social e a preservação ambiental. Esses resultados são fruto de decisões estratégicas e de um trabalho conjunto que aproxima Mato Grosso do Sul da universalização do esgotamento sanitário”, afirma.

Na avaliação de Gabriel Buim, diretor-presidente da Ambiental MS Pantanal e da Águas Guariroba, o avanço do saneamento ajuda a traduzir uma parte importante da transformação vivida por Mato Grosso do Sul nos últimos anos.

“É uma infraestrutura que muitas vezes não aparece na paisagem urbana, mas que faz diferença todos os dias na saúde, na proteção dos recursos hídricos e na capacidade de desenvolvimento dos municípios. Ao coletar e tratar o esgoto antes de devolvê-lo ao meio ambiente, ajudamos a proteger sistemas hídricos que ultrapassam os limites de uma única cidade”, destaca.

Entre os exemplos dessa evolução está Itaquiraí, que caminha para alcançar 98% de cobertura com a implantação de seu novo sistema de esgotamento sanitário. Taquarussu, que partiu praticamente sem atendimento, também recebe uma nova estrutura projetada para levar o serviço a cerca de 98% da população.

Municípios como Sonora, Rio Verde de Mato Grosso, Fátima do Sul, Chapadão do Sul, Selvíria e Caarapó também registram expansão de redes, ligações e estruturas operacionais.

“Quando acompanhamos uma cidade que tinha pouca cobertura de esgoto, ou até praticamente nenhuma, e vemos esse índice avançar para próximo ou acima de 90%, fica muito claro o tamanho da transformação que está acontecendo em Mato Grosso do Sul. É uma mudança construída todos os dias, com redes sendo implantadas, estações entrando em operação e novas ligações chegando às casas”, afirma Clayton Bezerra, diretor-executivo da Ambiental MS Pantanal e da Águas Guariroba.

Mais esgoto tratado, rios mais protegidos

O avanço da cobertura de esgotamento sanitário em Mato Grosso do Sul também representa um volume maior de esgoto coletado e tratado antes de retornar ao meio ambiente. Atualmente, a Ambiental MS Pantanal trata cerca de 104 milhões de litros de esgoto por dia nos municípios do interior do Estado atendidos pela Ambiental MS Pantanal. Desde o início da operação, em 2021, mais de 131,4 bilhões de litros já foram coletados e tratados, reduzindo o lançamento de esgoto sem tratamento em rios, córregos e outros corpos hídricos.

Esse avanço é acompanhado pela ampliação da capacidade de tratamento em diferentes regiões. Em Itaquiraí, a nova Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) está praticamente concluída. Em Taquarussu, a implantação da nova unidade avança para a fase final, enquanto Fátima do Sul recebe a ampliação da capacidade da ETE existente. As três intervenções apresentam, em conjunto, aproximadamente 92% de execução.

Na Capital, a Águas Guariroba também mantém uma estrutura voltada à coleta e ao tratamento de esgoto, com mais de 3.400 quilômetros de redes e três Estações de Tratamento de Esgoto: Los Angeles, Imbirussu e Botas.

A atuação da Aegea em Mato Grosso do Sul, por meio da Águas Guariroba, em Campo Grande, e da Ambiental MS Pantanal, no interior, reforça o papel do saneamento como infraestrutura essencial para a saúde, a proteção dos recursos hídricos e o desenvolvimento dos municípios. No Brasil, a Aegea atende mais de 39 milhões de pessoas em mais de 890 municípios, ampliando o acesso ao saneamento em diferentes regiões do país.

Ao completar 49 anos, Mato Grosso do Sul celebra uma trajetória de desenvolvimento que também se reflete nos avanços do saneamento básico. Uma transformação construída por meio do trabalho conjunto do Governo do Estado, da Sanesul, da Ambiental MS Pantanal e da Águas Guariroba, que seguem ampliando o acesso aos serviços de saneamento, contribuindo para a saúde da população, a qualidade de vida e a proteção dos recursos hídricos. Um compromisso compartilhado com o desenvolvimento sustentável e o futuro dos sul-mato-grossenses.

Sobre a Ambiental MS Pantanal

A Ambiental MS Pantanal integra a Aegea Saneamento, grupo presente em 892 municípios de 15 estados brasileiros. Atualmente, Mato Grosso do Sul alcança 82% de cobertura de esgotamento sanitário.

No interior do Estado, a Ambiental MS Pantanal atua por meio da Parceria Público-Privada (PPP) firmada com a Sanesul e é responsável pelos serviços de coleta, afastamento e tratamento de esgoto em 68 municípios, onde a cobertura chega a 81,2%. Em Campo Grande, a Aegea está presente por meio da Águas Guariroba, responsável pelos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário da Capital, que atualmente alcança 95% de cobertura de esgoto.

Três municípios de MS avançam para universalização do esgotamento sanitário

Postado por maria.espindola em 07/out/2026 -

Obras em Itaquiraí, Taquarussu e Fátima do Sul entram na reta final e devem elevar a cobertura para 98%, alcançando cerca de 36 mil moradores

Itaquiraí, Taquarussu e Fátima do Sul estão mais próximas da universalização do esgotamento sanitário. Com a conclusão das obras prevista até o final de 2026, os três municípios deverão alcançar 98% de cobertura, ampliando o acesso à coleta e ao tratamento de esgoto para aproximadamente 36,1 mil moradores.

Na prática, esse avanço significa ampliar o acesso das famílias a um serviço essencial, com reflexos na saúde, na qualidade de vida e na proteção dos recursos hídricos. As intervenções também reforçam a capacidade dos sistemas para acompanhar a entrada de novas ligações e o crescimento dos municípios.

Com média de 92% de execução, as obras estão na reta final nos três municípios. Em Taquarussu, a nova Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) alcançou 85% de execução e terá capacidade para tratar até 10 litros por segundo; em Itaquiraí, a primeira ETE do município chegou a 99% e está em fase de testes, com capacidade de 20 litros por segundo; e, em Fátima do Sul, a ampliação da unidade existente está 92% concluída e elevará a capacidade de tratamento de 15 para 25 litros por segundo.

As estruturas acompanham a expansão das redes coletoras e das ligações domiciliares, garantindo capacidade para receber e tratar o volume de esgoto gerado com a ampliação do atendimento.

“Quando ampliamos redes e novas famílias passam a ter acesso ao serviço, também precisamos garantir estrutura para tratar esse esgoto com segurança e eficiência. São obras que representam mais saúde para a população, mais infraestrutura para as cidades e maior proteção para os recursos hídricos”, afirma Clayton Bezerra, diretor-executivo da Ambiental MS Pantanal e da Águas Guariroba.

Com a entrada em operação das novas estruturas, os sistemas de Itaquiraí, Taquarussu e Fátima do Sul estarão preparados para atender a expansão do serviço e sustentar os novos níveis de cobertura previstos para os municípios.

Além de ampliar o atendimento à população, o tratamento adequado do esgoto contribui para reduzir lançamentos inadequados no meio ambiente e preservar os corpos hídricos, aproximando os benefícios do saneamento do cotidiano das cidades e de seus moradores.

Sobre a Ambiental MS Pantanal

A Ambiental MS Pantanal integra a Aegea Saneamento, grupo presente em 892 municípios de 15 estados brasileiros. Atualmente, Mato Grosso do Sul alcança 82% de cobertura de esgotamento sanitário.

No interior do Estado, a Ambiental MS Pantanal atua por meio da Parceria Público-Privada (PPP) firmada com a Sanesul e é responsável pelos serviços de coleta, afastamento e tratamento de esgoto em 68 municípios, onde a cobertura chega a 81,2%. Em Campo Grande, a Aegea está presente por meio da Águas Guariroba, responsável pelos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário da Capital, que atualmente alcança 95% de cobertura de esgoto.

FertBio-MS transforma lodo de esgoto em fertilizante e é destaque no ConservAção MS

Postado por maria.espindola em 05/out/2026 -

Ambiental MS Pantanal participou do evento com apresentação do FertBio-MS, iniciativa que transforma resíduos do tratamento de esgoto em insumo para uso agrícola 

A Ambiental MS Pantanal participou do ConservAção MS, realizado em Campo Grande, MS entre os dias 29 de setembro e 1º de outubro, com a apresentação de uma iniciativa que conecta saneamento, conservação ambiental e economia circular. 

Durante a programação, o FertBio-MS foi apresentado como exemplo de reaproveitamento do lodo gerado nas Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs), transformando o material em fertilizante orgânico destinado, principalmente, à agricultura familiar. 

O projeto foi apresentado pelo gerente de Meio Ambiente da Ambiental MS Pantanal e da Águas Guariroba, Fernando Garayo, durante a programação realizada no Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camillo. 

O ConservAção MS reúne pesquisadores, gestores públicos, estudantes, empreendedores, representantes de comunidades tradicionais e outros atores ligados à conservação da biodiversidade, sustentabilidade e desenvolvimento territorial. 

Com dois anos de atuação, o FertBio-MS nasceu como alternativa sustentável para o aproveitamento do lodo produzido no processo de tratamento de esgoto. A iniciativa transforma um material que anteriormente tinha como destino principal os aterros sanitários em um insumo com potencial de retornar ao solo e contribuir para a produção agrícola. 

Fruto de parceria entre a Ambiental MS Pantanal, Sanesul, Organics Biofertilizantes, Agraer, Governo do Estado, Imasul e demais instituições envolvidas, o FertBio-MS vem se consolidando como uma estratégia de economia circular aplicada ao saneamento. 

Do tratamento de esgoto de volta ao solo 

O lodo é formado durante o processo biológico de tratamento do esgoto e concentra matéria orgânica e nutrientes, como fósforo e nitrogênio. Após passar por tratamento e secagem, o material é incorporado ao processo de compostagem juntamente com esterco bovino proveniente de áreas de confinamento. 

A mistura utiliza 10% de lodo tratado e 90% de esterco, resultando em um fertilizante orgânico classe B, registrado no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que pode ser destinado a usos agrícolas autorizados. 

Desde o lançamento oficial, em junho de 2024, o projeto já produziu cerca de 1.300 toneladas de fertilizante orgânico. O material tem sido destinado principalmente a assentamentos rurais e agricultores familiares, ampliando o acesso a um insumo com valor agronômico. Atualmente, 13 municípios participam da iniciativa. 

Entre os beneficiados está Eliane, produtora de leite do Assentamento Estrela, em Jaraguari. Segundo o relato apresentado durante o evento, após a utilização do fertilizante houve melhora no desenvolvimento das pastagens utilizadas na alimentação do rebanho. 

“Um material que antes era tratado como resíduo pode ter uma transformação social”, destacou Fernando Garayo durante a apresentação.

Para o gerente, a iniciativa demonstra como o saneamento pode ultrapassar os limites da infraestrutura urbana e gerar novos benefícios para o território. “A nossa lógica foi justamente inverter isso e devolver esse material para o solo”, afirmou. 

Saneamento, conservação e economia circular 

A participação da Ambiental MS Pantanal no ConservAção MS reforça a relação entre saneamento básico e conservação ambiental. Além de coletar e tratar o esgoto, o setor também busca soluções para o reaproveitamento dos subprodutos gerados durante o próprio processo de tratamento. 

A proposta ganha ainda mais relevância à medida que a cobertura de esgotamento sanitário avança em Mato Grosso do Sul. Com mais imóveis conectados às redes de esgoto, aumenta também o volume tratado nas estações e, consequentemente, a necessidade de encontrar soluções ambientalmente adequadas e produtivas para o lodo gerado. 

Garayo destacou ainda que a Resolução Conama nº 498 estabelece critérios para o uso de biossólidos provenientes do tratamento de esgoto, inclusive em aplicações relacionadas à recuperação de áreas degradadas, ampliando as possibilidades de reaproveitamento do material. 

“Estamos muito abertos a ouvir as necessidades de quem quer aproveitar esse material, tanto agricultores quanto pesquisadores”, afirmou. 

Em referência ao papel de espécies como a anta na dispersão de nutrientes e sementes nos ecossistemas, ele encerrou a apresentação destacando a conexão entre processos naturais e soluções desenvolvidas pelo saneamento. 

“Assim como a anta faz o trabalho dela, adubando o solo, a gente está procurando fazer isso com muita engenharia, com muita ciência.” 

Saneamento que gera valor para o território 

A Ambiental MS Pantanal integra a Aegea Saneamento, grupo presente em 892 municípios de 15 estados brasileiros. Hoje, o Estado alcança 82% de acesso ao esgotamento sanitário.  

No interior, a Ambiental MS Pantanal é responsável pela coleta, afastamento e tratamento de esgoto em 68 municípios, onde a cobertura chega a 81,2%. Já em Campo Grande, a Águas Guariroba atua com os serviços de água e esgoto e alcança 95% de cobertura da rede de esgotamento sanitário.  

Em Campo Grande, a Aegea também está presente por meio da Águas Guariroba, responsável pelos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário da Capital. 

De 0% de cobertura a um novo sistema de esgoto: Taquarussu avança para beneficiar 4 mil moradores

Postado por maria.espindola em 15/set/2026 -

Município já conta com 27,9 quilômetros de rede coletora e 1.448 ligações domiciliares; obras incluem estação de tratamento, elevatória e emissário

Cerca de 4 mil moradores de Taquarussu estão mais próximos de contar com um novo sistema de esgotamento sanitário. O município, que partiu de uma realidade de 0% de cobertura, avança na implantação da infraestrutura necessária para coletar, transportar e tratar o esgoto produzido pela população.

As obras já resultaram na implantação de 27,9 quilômetros de rede coletora e na execução de 1.448 ligações domiciliares. A nova infraestrutura aproxima o sistema das residências e cria as condições necessárias para que o esgoto gerado nos imóveis seja coletado e encaminhado adequadamente para tratamento.

Mais do que ampliar uma rede existente, Taquarussu está estruturando um sistema de esgotamento sanitário praticamente do zero. O projeto reúne diferentes etapas e equipamentos que, quando concluídos e integrados, permitirão ao município avançar para uma nova condição de atendimento.

Entre as principais estruturas está a nova Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), projetada para tratar até 10 litros por segundo. A unidade já alcançou 79% de execução e será responsável por receber e tratar o esgoto coletado antes da devolução do efluente tratado ao meio ambiente.

O município também já conta com uma Estação Elevatória de Esgoto (EEE) concluída. A estrutura será responsável por bombear o esgoto em trechos onde as condições do relevo não permitem que o deslocamento ocorra somente pela ação da gravidade, garantindo a continuidade do fluxo até as etapas seguintes do sistema.

Outro componente em implantação é o emissário, responsável pela condução do esgoto entre diferentes estruturas. Ao todo, estão previstos 2,8 quilômetros, com aproximadamente 20% das obras já executadas.

Para que o sistema de esgotamento sanitário funcione adequadamente, diferentes estruturas atuam de forma integrada: as redes coletoras recebem o esgoto produzido nos imóveis, as estações elevatórias auxiliam no transporte em trechos onde é necessário vencer diferenças de relevo, os emissários fazem a condução entre os pontos do sistema e a estação de tratamento realiza os processos necessários antes da devolução do efluente tratado ao meio ambiente.

Uma transformação que chega até as casas

Embora grande parte da infraestrutura de esgotamento sanitário permaneça debaixo das ruas e pouco visível no cotidiano, os benefícios chegam diretamente às casas e à vida da população.

As 1.448 ligações domiciliares já executadas representam justamente essa aproximação entre a infraestrutura implantada nas ruas e os imóveis que poderão ser atendidos pelo novo sistema.

“Quando um município que não contava com cobertura de esgotamento sanitário passa a receber redes coletoras, ligações domiciliares, estação elevatória e uma nova estação de tratamento, estamos diante de uma transformação estrutural. É uma infraestrutura que amplia as condições de saúde e qualidade de vida da população e, ao mesmo tempo, contribui para a proteção do meio ambiente”, destaca o diretor-executivo da Ambiental MS Pantanal, Clayton Bezerra.

Ambiental MS Pantanal realiza teste com fumacê para identificar ligações irregulares em Caarapó

Postado por maria.espindola em 15/set/2026 -

Ação preventiva será realizada entre os dias 15 e 18 de setembro e ajuda a identificar conexões indevidas de água da chuva à rede coletora de esgoto

A Ambiental MS Pantanal, em parceria com a Prefeitura de Caarapó, inicia nesta terça-feira (15) uma ação de inspeção com fumaça na rede coletora de esgoto do município. O trabalho segue até sexta-feira (18) e tem como objetivo identificar possíveis ligações irregulares de água da chuva ao sistema de esgotamento sanitário.

Conhecida popularmente como fumacê, a técnica utiliza um termonebulizador para introduzir, de forma controlada, uma fumaça especial e não tóxica na rede coletora. Diferentemente do procedimento utilizado no combate a mosquitos, a aplicação tem finalidade exclusivamente técnica e preventiva.

O trabalho faz parte das medidas adotadas pela Ambiental MS Pantanal para preservar a eficiência dos sistemas de esgotamento sanitário nos municípios atendidos pela empresa. A identificação de conexões indevidas entre drenagem pluvial e rede de esgoto é importante porque a entrada da água da chuva aumenta significativamente o volume transportado pelas tubulações e demais unidades do sistema.

Essa sobrecarga pode provocar extravasamentos, retorno de esgoto para os imóveis, obstruções e maior necessidade de intervenções operacionais, sobretudo durante períodos de chuva intensa.

A rede coletora deve receber exclusivamente o esgoto doméstico proveniente de banheiros, cozinhas e áreas de serviço. Já a água captada por telhados, calhas, quintais, ralos externos e outras áreas expostas à chuva deve ser direcionada para o sistema de drenagem pluvial.

Durante a inspeção, a fumaça é introduzida na rede de esgoto. Caso o material apareça em calhas, ralos externos, caixas de drenagem, quintais ou outros pontos que deveriam estar conectados apenas ao sistema pluvial, a situação pode indicar a existência de uma ligação irregular.

Os pontos identificados são registrados e posteriormente avaliados pelas equipes técnicas. Quando a irregularidade é confirmada, os responsáveis pelos imóveis recebem orientações sobre as adequações necessárias.

Ação acompanha expansão do saneamento

A realização do fumacê ocorre em um momento de expansão da infraestrutura de esgotamento sanitário em Caarapó. O município já conta com cerca de 46 quilômetros de rede coletora implantada e aproximadamente 2,8 mil ligações domiciliares executadas.

Para o diretor-executivo da Ambiental MS Pantanal, Clayton Bezerra, a ampliação da infraestrutura precisa caminhar junto com ações voltadas ao uso adequado e à preservação do sistema.

“À medida que a rede avança, também é fundamental cuidar da infraestrutura já implantada e orientar sobre o uso correto do sistema. O teste com fumacê permite identificar situações que muitas vezes não são visíveis no dia a dia e agir preventivamente para reduzir riscos de extravasamentos, retornos de esgoto, obstruções e outros transtornos para a população”, destaca.

A Ambiental MS Pantanal utiliza a técnica desde maio de 2021, quando iniciou a operação dos serviços de esgotamento sanitário nos municípios atendidos pela empresa. Desde então, o procedimento já foi realizado em cidades como Bonito, Naviraí, Dourados, Ponta Porã, Iguatemi, Santa Rita do Pardo e Inocência.

Confira o cronograma de aplicação

Nos dias 15 e 16 de setembro, o trabalho será realizado no bairro Capitão Vigário, abrangendo trechos das ruas Padre Manoel da Nóbrega, Marechal Deodoro da Fonseca, Emílio Ribas, Graça Aranha, Oswald de Andrade, José do Patrocínio, Machado de Assis, Euclides da Cunha, Princesa Isabel, Pero Vaz de Caminha, Manoel Bandeira e Afonso Pena.

Na quinta-feira (17), a aplicação ocorrerá em pontos específicos da região central de Caarapó, incluindo quatro locais ao longo da Avenida Fernando Corrêa da Costa.

Na sexta-feira (18), o trabalho continua na região central, com aplicação em dois pontos da Rua Arsênio Cardoso e na Avenida Doutor Coutinho, na esquina com a Rua São Paulo.

Universalização não encerra investimentos: cidades com alta cobertura continuam ampliando rede de esgoto em MS

Postado por maria.espindola em 02/set/2026 -

Chapadão do Sul e Selvíria seguem recebendo obras para acompanhar o crescimento urbano e fortalecer a infraestrutura de saneamento

Alcançar altos índices de cobertura de esgotamento sanitário não significa encerrar os investimentos. À medida que as cidades crescem, novos bairros e loteamentos surgem e a infraestrutura precisa avançar junto para garantir que o serviço continue chegando à população.

Em Chapadão do Sul e Selvíria, novas obras de expansão da rede coletora de esgoto mostram como esse processo ocorre na prática. Os investimentos buscam ampliar a infraestrutura existente, acompanhar a expansão urbana e preparar os sistemas para novas demandas.

Até a primeira quinzena de agosto, Selvíria contabilizava mais de 46,4 quilômetros de rede coletora de esgoto implantados e 1.622 ligações domiciliares executadas. Em Chapadão do Sul, as obras já somavam mais de 13,5 quilômetros de novas redes e 650 ligações.

O movimento ocorre em um cenário de avanço do saneamento no interior de Mato Grosso do Sul. Atualmente, 33 dos 68 municípios atendidos pela Ambiental MS Pantanal apresentam cobertura de esgotamento sanitário superior a 90%.

Mesmo entre os municípios que já ultrapassaram essa marca, os investimentos continuam. Bataguassu, Ivinhema e Nova Andradina, por exemplo, também recebem intervenções para ampliar a infraestrutura e acompanhar o desenvolvimento urbano.

Segundo o diretor executivo da Ambiental MS Pantanal, Clayton Bezerra, alcançar elevados índices de cobertura representa uma etapa importante, mas não encerra o processo de expansão e melhoria dos sistemas.

“Chegar à universalização é uma conquista importante, mas o trabalho continua. As cidades crescem, novos bairros surgem e a infraestrutura precisa acompanhar esse desenvolvimento. Nosso compromisso é manter os sistemas preparados para atender as demandas atuais e futuras da população”, afirma.

Infraestrutura que acompanha as cidades

A continuidade das obras evidencia um dos desafios da universalização do saneamento: manter a infraestrutura em expansão mesmo depois de alcançados elevados índices de atendimento.

O crescimento populacional, a implantação de novos empreendimentos e a ocupação de novas áreas urbanas geram demandas permanentes por redes coletoras, ligações domiciliares e demais estruturas necessárias para transportar e tratar adequadamente o esgoto.

Por isso, a universalização não deve ser entendida apenas como o alcance de um percentual de cobertura, mas como um processo contínuo de expansão, manutenção e melhoria dos sistemas de saneamento.

Em Mato Grosso do Sul, esse movimento integra o avanço da infraestrutura de esgotamento sanitário no interior do Estado, com novas redes, ligações domiciliares e estruturas operacionais implantadas para acompanhar o desenvolvimento dos municípios.

Sobre a Ambiental MS Pantanal

A Ambiental MS Pantanal integra a Aegea Saneamento, grupo com atuação em 892 cidades de 15 estados brasileiros. No interior de Mato Grosso do Sul, a empresa é responsável pelos serviços de coleta, afastamento e tratamento de esgoto em 68 municípios.

Rio Verde supera metas de redes e ligações previstas para 2026

Postado por maria.espindola em 31/ago/2026 -

Município já recebeu mais de 56,5 quilômetros de novas redes e 3,5 mil ligações; obras avançam agora na implantação de estações elevatórias e melhorias no sistema

As obras de expansão do esgotamento sanitário em Rio Verde de Mato Grosso avançaram além das metas inicialmente previstas para 2026. Até agosto, a Ambiental MS Pantanal já havia implantado mais de 56,5 quilômetros de novas redes coletoras e 3,5 mil ligações domiciliares, superando a previsão estabelecida no início do ano, de 55 quilômetros de redes e aproximadamente 3,5 mil ligações.

Atualmente, Rio Verde possui cerca de 39% de cobertura de esgotamento sanitário. Com a conclusão das intervenções e a entrada em operação das novas estruturas, a expectativa é elevar esse índice para 98%, ampliando o acesso ao serviço em diferentes regiões do município

Para o diretor-executivo da Ambiental MS Pantanal, Clayton Bezerra, o resultado demonstra o avanço das intervenções realizadas ao longo do ano e a importância de integrar as diferentes etapas do sistema.

“Superamos a extensão de redes prevista inicialmente para 2026 e avançamos também nas ligações. Agora, o trabalho segue nas estruturas que são fundamentais para que toda essa expansão funcione de forma integrada, segura e eficiente”, destaca.

Obras avançam nas estruturas operacionais

Com a implantação das redes em estágio avançado, as frentes de trabalho se concentram agora no reforço da estrutura operacional do sistema.

O município está recebendo cinco novas Estações Elevatórias de Esgoto (EEEs), além de melhorias na Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) e em estruturas já existentes. As intervenções vão reforçar o funcionamento do sistema, garantir o transporte adequado do esgoto até o tratamento e ampliar em 10 litros por segundo a capacidade operacional.

Segundo Clayton, o conjunto de obras deve beneficiar diretamente cerca de 10,6 mil pessoas.

“Quando ampliamos redes, ligações e capacidade de tratamento ao mesmo tempo, criamos condições para que mais moradores tenham acesso efetivo ao serviço. É uma infraestrutura que muitas vezes fica debaixo da terra ou distante dos olhos da população, mas que se traduz em mais saúde, qualidade de vida e proteção dos recursos naturais”, afirma.

Infraestrutura que se transforma em benefício

A expansão do saneamento vai além da implantação de redes. Para que o serviço chegue efetivamente à população, ligações domiciliares, estações elevatórias e capacidade de tratamento precisam funcionar de forma integrada.

Em Rio Verde, esse conjunto de intervenções amplia o acesso ao esgotamento sanitário e contribui para reduzir o lançamento inadequado de efluentes no meio ambiente, com reflexos diretos sobre a saúde pública, a qualidade urbana e a proteção dos recursos hídricos.

“Investir em saneamento é preparar a cidade para crescer com mais qualidade, fortalecendo a saúde, a organização urbana e a proteção ambiental”, ressalta Clayton Bezerra.

Com a conclusão das estruturas em implantação e sua entrada em operação, a expectativa é ampliar significativamente a cobertura de esgotamento sanitário no município, consolidando os avanços já alcançados ao longo de 2026.

Sobre a Ambiental MS Pantanal

A Ambiental MS Pantanal integra a Aegea Saneamento, grupo presente em 892 cidades de 15 estados brasileiros. No interior de Mato Grosso do Sul, a empresa opera os serviços de coleta, afastamento e tratamento de esgoto em 68 municípios.

Sonora avança na expansão do esgotamento sanitário

Postado por maria.espindola em 24/ago/2026 -

Município já conta com 64,7 quilômetros de rede implantada e 4.885 ligações executadas; expansão deve beneficiar cerca de 13,6 mil moradores

Uma transformação que acontece, em grande parte, debaixo das ruas começa a mudar a realidade do saneamento em Sonora, no norte de Mato Grosso do Sul. O município, que ainda não conta com cobertura de esgotamento sanitário, avança na implantação da infraestrutura necessária para coletar, transportar e tratar adequadamente o esgoto produzido pela população.

Ao todo, já foram implantados 64,7 quilômetros de rede coletora e executadas 4.885 ligações domiciliares, estrutura dimensionada para beneficiar cerca de 13,6 mil moradores. Com a conclusão das redes e ligações previstas, a entrega da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) da Sanesul e a implantação da primeira Estação Elevatória de Esgoto (EEE), a cobertura de esgotamento sanitário do município deverá passar de 0% para 98%.

A Estação Elevatória de Esgoto (EEE) será responsável por bombear o esgoto coletado até as próximas etapas do sistema, superando diferenças de relevo e garantindo que os efluentes cheguem adequadamente ao tratamento.

Para o diretor-executivo da Ambiental MS Pantanal, Clayton Bezerra, o avanço das obras representa uma mudança estrutural para Sonora.

“Levar o esgotamento sanitário para um município que ainda não conta com cobertura do serviço significa construir uma nova infraestrutura de saúde pública. É um investimento que ficará, em grande parte, debaixo da terra, mas cujos benefícios poderão ser percebidos por toda a cidade, na qualidade de vida das famílias, no ambiente urbano e na proteção dos recursos naturais”, destaca.

Da obra à casa: morador também faz parte do sistema

Com o avanço da implantação da infraestrutura, outra etapa passa a ser fundamental para transformar as obras realizadas em benefícios efetivos para a população: a conexão correta dos imóveis à rede de esgotamento sanitário.

É por meio dessa ligação que o esgoto gerado em banheiros, cozinhas e áreas de serviço passa a ser direcionado para a rede coletora, seguindo pelo sistema até chegar ao tratamento adequado.

O funcionamento correto da estrutura também depende da separação entre a rede de esgoto e a drenagem das águas da chuva. O lançamento de águas pluviais na rede coletora de esgoto é irregular e pode provocar sobrecarga das tubulações e das unidades operacionais, aumentando o risco de extravasamentos, especialmente durante períodos de chuvas intensas.

Por isso, além da expansão da infraestrutura, a Ambiental MS Pantanal reforça a importância da participação dos moradores na conexão e no uso adequado da rede.

A combinação entre obras, ligação dos imóveis e utilização correta do sistema é o que permite transformar quilômetros de tubulações instaladas sob as ruas em benefícios concretos para a cidade, contribuindo para a saúde pública, a qualidade de vida da população e a proteção do meio ambiente.

Sobre a Ambiental MS Pantanal

A Ambiental MS Pantanal integra a Aegea Saneamento, grupo com atuação em 892 cidades de 15 estados brasileiros. No interior de Mato Grosso do Sul, a empresa é responsável pelos serviços de coleta, afastamento e tratamento de esgoto em 68 municípios.

Entre sementes e florestas: há 40 anos, viveirista transforma coleta em recuperação da biodiversidade sul-mato-grossense

Postado por maria.espindola em 21/ago/2026 -

Há 16 anos no Viveiro Isaac de Oliveira, Nereu Rios transforma sementes nativas do Cerrado em mudas destinadas à recuperação ambiental

Nereu Rios construiu sua trajetória profissional transformando sementes em novas possibilidades de recuperação ambiental. Parte dessa história é vivida no Viveiro Isaac de Oliveira, onde atua há 16 anos em uma iniciativa mantida pela Águas Guariroba e pela Ambiental MS Pantanal, voltada à produção de mudas nativas, à proteção dos recursos hídricos e à recuperação de áreas degradadas em Mato Grosso do Sul.

Todos os anos, esse trabalho começa muito antes de a muda chegar ao campo. Em expedições que podem percorrer cerca de 7 mil quilômetros pelo Brasil, Nereu e sua equipe coletam sementes de espécies nativas que, meses depois, retornam ao território na forma de novas árvores. “Eu digo que plantar árvores é estar agraciado com a natureza”, resume o viveirista.

Parte desse trabalho começa longe do viveiro. O percurso parte de Campo Grande e passa por Goiás, incluindo a região da Chapada dos Veadeiros, além de Tocantins, Bahia e Minas Gerais. No retorno, a equipe cruza Mato Grosso e continua a coleta em Mato Grosso do Sul, passando por áreas como Bonito, Serra da Bodoquena, Miranda e Corumbá.

“Quando chegamos de volta a Mato Grosso do Sul, continuamos a expedição em diferentes regiões do Estado. É um trabalho que começa no Cerrado e chega até áreas de transição com o Pantanal”, explica Nereu.

Da semente à muda

Depois da expedição, começa outro ciclo. As sementes coletadas retornam ao Viveiro Isaac de Oliveira, onde passam pelos processos de seleção, germinação e desenvolvimento até se transformarem em mudas. Em cerca de um ano, muitas delas já estão prontas para deixar o viveiro e seguir para ações de recuperação ambiental em diferentes regiões do Estado.

Para Nereu, acompanhar esse processo também significa perceber, ano após ano, as mudanças na paisagem e as pressões sobre a vegetação nativa. “Nós, enquanto pesquisadores e coletores de sementes, temos visto muito isso. A cada ano, encontramos locais onde passamos coletando e que depois foram atingidos pelo fogo”, relata.

Segundo o viveirista, o período de queimadas muitas vezes coincide com a época de produção de sementes de diversas espécies. Quando o fogo alcança essas áreas, o impacto não se restringe às árvores: compromete também sementes e a capacidade de regeneração natural da vegetação.

Como parte das expedições, a equipe leva entre 120 e 150 mudas, que são plantadas ao longo do percurso como forma de devolver ao território parte do trabalho realizado durante a coleta. “Vamos plantando pelo caminho e contribuindo para a recuperação dos locais por onde passamos”, conta.

Do Cerrado ao Pantanal

Dezesseis dos 40 anos de profissão de Nereu estão ligados ao Viveiro Isaac de Oliveira. Criado em 2010 pela Águas Guariroba, o espaço nasceu com o objetivo de apoiar ações de recuperação ambiental, especialmente em áreas relacionadas às bacias dos córregos Guariroba e Lageado, responsáveis pelo abastecimento de Campo Grande.

Desde 2021, o viveiro passou a ser mantido conjuntamente pela Águas Guariroba e pela Ambiental MS Pantanal, ampliando a destinação de mudas também para municípios do interior de Mato Grosso do Sul.

Hoje, as espécies produzidas apoiam ações de recuperação de matas ciliares, áreas degradadas e ambientes associados ao Cerrado e ao Pantanal.

Nereu estima que o Viveiro Isaac de Oliveira já tenha produzido mais de 800 mil mudas. A capacidade de produção também vem crescendo: passou de cerca de 60 mil mudas por ano para 80 mil em 2025 e, em 2026, já se aproxima de 90 mil mudas anuais.

O espaço ocupa uma área de aproximadamente 14 hectares e, além da produção de mudas, tornou-se também um ambiente arborizado, com presença de frutos e de espécies da fauna local, como araras, tucanos e outras aves.

“Ver as áreas que a gente ajudou a reflorestar florescendo a partir dessas mudas é gratificante. Isso acontece desde as margens do Lageado e do Guariroba até áreas em Bonito e Miranda”, afirma.

Conhecimento que também se multiplica

Ao longo de quatro décadas de profissão, Nereu estima ter participado da produção de mais de 2 milhões de árvores nativas. Mas, para ele, o legado vai além da quantidade de mudas produzidas. O Viveiro Isaac de Oliveira também se tornou espaço de formação e troca de conhecimento.

Ao longo dos anos, profissionais que chegaram ao local para outras atividades aprenderam técnicas de produção, manejo e cuidado com espécies nativas e, posteriormente, passaram a atuar em outros viveiros.

“Tem pessoas que trabalharam aqui, aprenderam a cuidar de árvores e hoje estão em outros viveiros. Nós precisamos ter no Estado pessoas dedicadas a isso, que gostem de fazer esse trabalho. Temos um Brasil inteiro para recuperar”, ressalta.

Para Nereu, produzir mudas, recuperar áreas e formar novos viveiristas fazem parte de um mesmo compromisso com o futuro.

“Quando eu estou no interior, vejo que as mudas do Viveiro Isaac de Oliveira são conhecidas. A gente sabe que elas saíram daqui”, conta.

“Se não tiver árvores, não tem água.” A frase de Nereu sintetiza uma conexão que também atravessa o trabalho da Águas Guariroba e da Ambiental MS Pantanal. De um lado, o saneamento contribui para a proteção da qualidade da água; de outro, a produção e o plantio de mudas ajudam a conservar e recuperar áreas naturais importantes para a proteção dos recursos hídricos. Um ciclo de cuidado que conecta saneamento, água, biodiversidade e futuro.

Ambiental MS Pantanal realiza nova capacitação sobre o uso correto da rede de esgoto em Caarapó

Postado por maria.espindola em 06/ago/2026 -

Treinamento, que no mês anterior reuniu servidores municipais retornou ao município para capacitar agentes comunitários de saúde e de combate às endemias

A Ambiental MS Pantanal retornou a Caarapó, na última quarta-feira (05), para aplicar mais uma etapa do treinamento voltado à orientação sobre o uso correto da rede coletora de esgoto para os Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e os Agentes de Combate às Endemias (ACE) do município.

A ação reúne atividades práticas e teóricas, além da distribuição de materiais informativos, com orientação sobre o funcionamento do sistema de esgotamento sanitário e os cuidados necessários para evitar ligações irregulares e o descarte inadequado de resíduos na rede.

Desde o início de 2026, a capacitação já percorreu sete municípios de Mato Grosso do Sul. Em Caarapó, esta foi a segunda edição da iniciativa: o primeiro encontro foi direcionado aos servidores municipais, enquanto esta nova etapa teve como público os Agentes Comunitários de Saúde e os Agentes de Combate às Endemias.

Criada em 2024, a ação já capacitou mais de 350 profissionais nos municípios de Caarapó, Naviraí, Rio Brilhante, Batayporã, Vicentina, Fátima do Sul, Santa Rita do Pardo, Brasilândia, Iguatemi e Ponta Porã.

A Agente de Endemias, Monica Silva, destacou a importância de treinamentos específicos sobre o tema e afirmou que conhecimento adquirido contribuirá para o trabalho realizado junto à comunidade.

“Buscar esse conhecimento é importante não só para nós, como também para que possamos compartilhar com outras pessoas”, afirmou.

Segundo o diretor-executivo da Ambiental MS Pantanal, Clayton Bezerra, capacitar os agentes comunitários e de combate às endemias contribui diretamente para o propósito do saneamento de promover saúde e qualidade de vida para a população.

“São esses profissionais que, a partir desse encontro, vão passar a reforçar as orientações aprendidas para a população durante suas visitas domiciliares e atendimentos nas unidades de saúde”, explicou.

As orientações apresentadas durante o treinamento abordaram o uso correto da rede coletora de esgoto, o manejo adequado dos resíduos sólidos e a separação entre os sistemas de esgotamento sanitário e de drenagem pluvial.

Essas informações contribuem para prevenir ligações irregulares, entupimentos, extravasamentos e impactos ambientais, além de favorecer o funcionamento eficiente do sistema.

O coordenador do Departamento de Controle de Endemias de Caarapó, Ivo Benites, ressaltou a relação direta entre saneamento e saúde pública e reforçou a importância da capacitação.

“Sabemos da quantidade de doenças relacionadas à precariedade do saneamento, à falta de cuidados e à destinação inadequada dos resíduos”, destacou.

Ampliação do sistema de esgotamento sanitário

Clayton Bezerra ressaltou que capacitação ocorre em um momento importante para Caarapó. No mês anterior, o município recebeu uma nova Estação de Tratamento de Esgoto, equipada com tecnologia voltada à eficiência do processo de tratamento.

“Estamos concluindo a implantação das redes de esgoto no município e, nos próximos meses, Caarapó deverá alcançar uma cobertura superior a 98%, passando a integrar o grupo de municípios universalizados da região”, afirmou.

O diretor também destacou a importância de preparar a população para utilizar adequadamente a infraestrutura implantada.

“É fundamental que os moradores recebam informações de qualidade sobre o uso correto da rede. Assim, quando o sistema estiver disponível em cada região, poderão realizar a conexão dos imóveis e utilizar o serviço de maneira adequada”, completou.

O que pode e o que não pode ir para a rede de esgoto?

Na rede de esgoto devem ser descartadas apenas as águas de uso doméstico, como a do banho, da descarga, das pias e lavatórios, dos ralos de banheiro e cozinha, além da água de máquinas de lavar louças e roupas.

Já água da chuva e materiais como fraldas, medicamentos, papéis, panos, plásticos, restos de comida, pó de café, cascas de frutas, óleo de cozinha e materiais corrosivos não devem ser jogados na rede.

O descarte inadequado desses materiais pode provocar entupimentos, extravasamentos, danos às tubulações e prejuízos ao funcionamento das estações elevatórias e de tratamento de esgoto.

Sobre a Ambiental MS Pantanal

A Ambiental MS Pantanal integra a Aegea Saneamento, grupo líder no setor privado de saneamento básico no Brasil, presente em 892 cidades de 15 estados brasileiros, atuando de norte a sul do país. No interior de Mato Grosso do Sul, a empresa opera os serviços de coleta, afastamento e tratamento de esgoto em 68 municípios.