Arquivo de setembro 25America/Sao_Paulo 2026

Turismo de MS pode registrar ganhos de R$ 2,25 bilhões com a expansão do saneamento

Postado por [email protected] em 25/set/2026 -

Com projeção até 2040, estudo considera os impactos da expansão da infraestrutura sanitária sobre a atividade turística de Mato Grosso do Sul

O saneamento básico tem impactos que ultrapassam a saúde pública e a qualidade de vida. A infraestrutura de água e esgoto também está relacionada à capacidade das cidades de gerar desenvolvimento econômico, preservar seus recursos naturais e criar condições para o avanço de atividades como o turismo. Em Mato Grosso do Sul, essa relação pode representar R$ 2,25 bilhões em renda adicional para o turismo entre 2025 e 2040, segundo estudo do Instituto Trata Brasil.

A estimativa faz parte do estudo “Benefícios Econômicos da Expansão do Saneamento no Mato Grosso do Sul”, elaborado pelo Trata Brasil em parceria com a Ex Ante Consultoria Econômica. O levantamento aponta que a universalização dos serviços pode gerar impactos em diferentes áreas da economia, entre elas produtividade, valorização imobiliária e turismo. A projeção considera os efeitos da ampliação do acesso ao saneamento sobre a atividade econômica do Estado ao longo de 15 anos.

Para Gabriel Buim, diretor-presidente da Águas Guariroba e da Ambiental MS Pantanal, investir em saneamento é também investir nas condições que permitem que as cidades e suas atividades econômicas se desenvolvam no longo prazo.

“Quando falamos em saneamento, estamos falando de uma infraestrutura que gera benefícios que permanecem por gerações. Cada nova rede implantada, cada litro de esgoto tratado e cada recurso hídrico protegido representam mais do que uma melhoria no serviço: são investimentos na saúde, no meio ambiente e na capacidade das cidades de gerar desenvolvimento. Em um Estado com um patrimônio natural tão importante e uma atividade turística tão forte, cuidar da água e do esgoto é também cuidar das oportunidades que esse território oferece”, afirma.

Capital universalizada

Na Capital, o turismo já representa uma atividade relevante para a economia local. Segundo dados do Observatório de Turismo de Campo Grande, o Aeroporto Internacional registrou, em 2025, mais de 1,55 milhão de embarques e desembarques. No mesmo período, as atividades relacionadas ao turismo registraram média de 946 empregos formais, cerca de 410 postos a mais do que em 2024.

Nesse cenário, a infraestrutura de saneamento representa uma das bases que contribuem para a qualidade urbana e para o funcionamento das atividades econômicas. Campo Grande já alcançou 95% de cobertura de esgotamento sanitário e, somente em 2026, mais de 180 quilômetros de novas redes de esgoto foram implantados em diversas regiões da capital. São os benefícios do saneamento alcançando mais de 20 bairros da cidade.

O abastecimento de água tratada também alcança 99,8% da população, com controle permanente da qualidade. Até agosto de 2026, mais de 360 mil análises foram realizadas para acompanhar os padrões da água distribuída à população. Excelência comprovada por turistas de todo o mundo, que podem provar água de qualidade diretamente da torneira.

“A água aqui é muito pura! Saber que ela chega assim, direto da torneira, para todos, é diferente de muitos lugares pelos quais já passei ao redor do mundo. Isso é excelente para a população daqui”, afirma Irene Lomashvili, da Geórgia

No esgotamento sanitário, mais de 105,4 milhões de litros de esgoto são tratados diariamente na Capital. A coleta e o tratamento adequados reduzem a pressão sobre os recursos hídricos e integram a infraestrutura necessária para uma cidade que concentra moradores, atividades econômicas, serviços e visitantes.

Saneamento que protege o ecoturismo

A relação entre saneamento e turismo ganha uma dimensão ainda mais direta em municípios cuja principal atração está nos próprios recursos naturais. É o caso de cidades como Aquidauana, Miranda, Jardim e Bonito, referência nacional em ecoturismo, sendo reconhecido por suas águas cristalinas, grutas, cachoeiras, cavernas e paisagens naturais.

Segundo o Observatório do Turismo de Bonito, o município recebeu cerca de 293 mil visitantes em 2025. No mesmo ano, os serviços relacionados ao turismo registraram saldo positivo de 295 empregos formais e totalizaram 6.443 vínculos ativos. A atividade turística movimenta uma cadeia que envolve hospedagem, alimentação, transporte, comércio, serviços e os próprios atrativos naturais que fazem do município um dos principais destinos turísticos de Mato Grosso do Sul.

Nesse contexto, proteger os recursos hídricos significa também preservar um dos principais ativos econômicos do município que possui mais de 23 mil habitantes e área territorial superior a 4,9 mil km². Bonito já alcançou 99% de cobertura de esgotamento sanitário e integra a lista de cidades atendidas pela Ambiental MS Pantanal.

Agora, uma nova obra amplia a estrutura de proteção ambiental do município. Desde maio, a Ambiental MS Pantanal implanta uma Estação Elevatória de Esgoto Tratado, com capacidade de 80 litros por segundo, e um emissário de aproximadamente 22 quilômetros de extensão.

A nova estrutura substituirá o emissário atual e permitirá redirecionar o efluente tratado para um ponto de lançamento mais distante da área turística e da zona urbana, no Córrego Mutum. A intervenção amplia a proteção de uma região ambientalmente sensível, onde rios, nascentes, aquíferos e biodiversidade estão diretamente relacionados à experiência turística e à economia local.

Para Fernando Garayo, gerente de Meio Ambiente e Qualidade das concessionárias, a mudança contribui para proteger os recursos naturais que sustentam a atividade turística.

“A alteração do ponto de lançamento constitui uma estratégia voltada para o reforço das atividades turísticas da região, acompanhando o constante desenvolvimento do município. Em um destino como Bonito, preservar os recursos hídricos também significa contribuir para a conservação dos atrativos naturais que movimentam a economia local”, explica.

A infraestrutura de saneamento de Bonito conta ainda com uma Estação de Tratamento de Esgoto e cinco Estações Elevatórias de Esgoto, que operam continuamente para garantir a coleta, o transporte e o tratamento dos efluentes gerados na área urbana.

Infraestrutura que preserva e gera valor

Em Mato Grosso do Sul, a atuação da Aegea por meio da Águas Guariroba e da Ambiental MS Pantanal contribui para ampliar o acesso ao saneamento e fortalecer a proteção dos recursos naturais na Capital e em outros 68 municípios do interior. No Brasil, a companhia atende mais de 39 milhões de pessoas em mais de 890 municípios de todo o país.

Desde o início da operação da Ambiental MS Pantanal, em 2021, mais de 131,4 bilhões de litros de esgoto deixaram de chegar a rios, córregos e mananciais de Mato Grosso do Sul. Atualmente, os benefícios chegam a cerca de 2,9 milhões de pessoas no interior do estado por meio de 90 mil ligações de esgoto.

Em Campo Grande, todo o esgoto coletado por mais de 3.400 quilômetros de rede é tratado por meio das ETEs Los Angeles, Imbirussu e Botas, reforçando o papel da infraestrutura sanitária na proteção ambiental.

Mais do que uma estrutura essencial para as cidades, o saneamento contribui para preservar recursos naturais, melhorar as condições ambientais e criar bases para o desenvolvimento econômico de longo prazo. É uma infraestrutura que permanece, gera benefícios para diferentes setores e ajuda a construir cidades mais preparadas para crescer de forma sustentável.

De 0% de cobertura a um novo sistema de esgoto: Taquarussu avança para beneficiar 4 mil moradores

Postado por maria.espindola em 15/set/2026 -

Município já conta com 27,9 quilômetros de rede coletora e 1.448 ligações domiciliares; obras incluem estação de tratamento, elevatória e emissário

Cerca de 4 mil moradores de Taquarussu estão mais próximos de contar com um novo sistema de esgotamento sanitário. O município, que partiu de uma realidade de 0% de cobertura, avança na implantação da infraestrutura necessária para coletar, transportar e tratar o esgoto produzido pela população.

As obras já resultaram na implantação de 27,9 quilômetros de rede coletora e na execução de 1.448 ligações domiciliares. A nova infraestrutura aproxima o sistema das residências e cria as condições necessárias para que o esgoto gerado nos imóveis seja coletado e encaminhado adequadamente para tratamento.

Mais do que ampliar uma rede existente, Taquarussu está estruturando um sistema de esgotamento sanitário praticamente do zero. O projeto reúne diferentes etapas e equipamentos que, quando concluídos e integrados, permitirão ao município avançar para uma nova condição de atendimento.

Entre as principais estruturas está a nova Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), projetada para tratar até 10 litros por segundo. A unidade já alcançou 79% de execução e será responsável por receber e tratar o esgoto coletado antes da devolução do efluente tratado ao meio ambiente.

O município também já conta com uma Estação Elevatória de Esgoto (EEE) concluída. A estrutura será responsável por bombear o esgoto em trechos onde as condições do relevo não permitem que o deslocamento ocorra somente pela ação da gravidade, garantindo a continuidade do fluxo até as etapas seguintes do sistema.

Outro componente em implantação é o emissário, responsável pela condução do esgoto entre diferentes estruturas. Ao todo, estão previstos 2,8 quilômetros, com aproximadamente 20% das obras já executadas.

Para que o sistema de esgotamento sanitário funcione adequadamente, diferentes estruturas atuam de forma integrada: as redes coletoras recebem o esgoto produzido nos imóveis, as estações elevatórias auxiliam no transporte em trechos onde é necessário vencer diferenças de relevo, os emissários fazem a condução entre os pontos do sistema e a estação de tratamento realiza os processos necessários antes da devolução do efluente tratado ao meio ambiente.

Uma transformação que chega até as casas

Embora grande parte da infraestrutura de esgotamento sanitário permaneça debaixo das ruas e pouco visível no cotidiano, os benefícios chegam diretamente às casas e à vida da população.

As 1.448 ligações domiciliares já executadas representam justamente essa aproximação entre a infraestrutura implantada nas ruas e os imóveis que poderão ser atendidos pelo novo sistema.

“Quando um município que não contava com cobertura de esgotamento sanitário passa a receber redes coletoras, ligações domiciliares, estação elevatória e uma nova estação de tratamento, estamos diante de uma transformação estrutural. É uma infraestrutura que amplia as condições de saúde e qualidade de vida da população e, ao mesmo tempo, contribui para a proteção do meio ambiente”, destaca o diretor-executivo da Ambiental MS Pantanal, Clayton Bezerra.

Ambiental MS Pantanal realiza teste com fumacê para identificar ligações irregulares em Caarapó

Postado por maria.espindola em 15/set/2026 -

Ação preventiva será realizada entre os dias 15 e 18 de setembro e ajuda a identificar conexões indevidas de água da chuva à rede coletora de esgoto

A Ambiental MS Pantanal, em parceria com a Prefeitura de Caarapó, inicia nesta terça-feira (15) uma ação de inspeção com fumaça na rede coletora de esgoto do município. O trabalho segue até sexta-feira (18) e tem como objetivo identificar possíveis ligações irregulares de água da chuva ao sistema de esgotamento sanitário.

Conhecida popularmente como fumacê, a técnica utiliza um termonebulizador para introduzir, de forma controlada, uma fumaça especial e não tóxica na rede coletora. Diferentemente do procedimento utilizado no combate a mosquitos, a aplicação tem finalidade exclusivamente técnica e preventiva.

O trabalho faz parte das medidas adotadas pela Ambiental MS Pantanal para preservar a eficiência dos sistemas de esgotamento sanitário nos municípios atendidos pela empresa. A identificação de conexões indevidas entre drenagem pluvial e rede de esgoto é importante porque a entrada da água da chuva aumenta significativamente o volume transportado pelas tubulações e demais unidades do sistema.

Essa sobrecarga pode provocar extravasamentos, retorno de esgoto para os imóveis, obstruções e maior necessidade de intervenções operacionais, sobretudo durante períodos de chuva intensa.

A rede coletora deve receber exclusivamente o esgoto doméstico proveniente de banheiros, cozinhas e áreas de serviço. Já a água captada por telhados, calhas, quintais, ralos externos e outras áreas expostas à chuva deve ser direcionada para o sistema de drenagem pluvial.

Durante a inspeção, a fumaça é introduzida na rede de esgoto. Caso o material apareça em calhas, ralos externos, caixas de drenagem, quintais ou outros pontos que deveriam estar conectados apenas ao sistema pluvial, a situação pode indicar a existência de uma ligação irregular.

Os pontos identificados são registrados e posteriormente avaliados pelas equipes técnicas. Quando a irregularidade é confirmada, os responsáveis pelos imóveis recebem orientações sobre as adequações necessárias.

Ação acompanha expansão do saneamento

A realização do fumacê ocorre em um momento de expansão da infraestrutura de esgotamento sanitário em Caarapó. O município já conta com cerca de 46 quilômetros de rede coletora implantada e aproximadamente 2,8 mil ligações domiciliares executadas.

Para o diretor-executivo da Ambiental MS Pantanal, Clayton Bezerra, a ampliação da infraestrutura precisa caminhar junto com ações voltadas ao uso adequado e à preservação do sistema.

“À medida que a rede avança, também é fundamental cuidar da infraestrutura já implantada e orientar sobre o uso correto do sistema. O teste com fumacê permite identificar situações que muitas vezes não são visíveis no dia a dia e agir preventivamente para reduzir riscos de extravasamentos, retornos de esgoto, obstruções e outros transtornos para a população”, destaca.

A Ambiental MS Pantanal utiliza a técnica desde maio de 2021, quando iniciou a operação dos serviços de esgotamento sanitário nos municípios atendidos pela empresa. Desde então, o procedimento já foi realizado em cidades como Bonito, Naviraí, Dourados, Ponta Porã, Iguatemi, Santa Rita do Pardo e Inocência.

Confira o cronograma de aplicação

Nos dias 15 e 16 de setembro, o trabalho será realizado no bairro Capitão Vigário, abrangendo trechos das ruas Padre Manoel da Nóbrega, Marechal Deodoro da Fonseca, Emílio Ribas, Graça Aranha, Oswald de Andrade, José do Patrocínio, Machado de Assis, Euclides da Cunha, Princesa Isabel, Pero Vaz de Caminha, Manoel Bandeira e Afonso Pena.

Na quinta-feira (17), a aplicação ocorrerá em pontos específicos da região central de Caarapó, incluindo quatro locais ao longo da Avenida Fernando Corrêa da Costa.

Na sexta-feira (18), o trabalho continua na região central, com aplicação em dois pontos da Rua Arsênio Cardoso e na Avenida Doutor Coutinho, na esquina com a Rua São Paulo.

Dia do Cerrado: da semente ao saneamento, um ciclo de cuidado que protege as águas de Mato Grosso do Sul

Postado por maria.espindola em 10/set/2026 -

Nos municípios onde o Cerrado predomina, infraestrutura de esgoto e produção de mudas nativas conectam saneamento, restauração ambiental e proteção dos recursos hídricos

Antes de chegar aos rios, a água percorre caminhos que nem sempre são visíveis. Infiltra-se no solo, alimenta nascentes, atravessa cidades e conecta diferentes paisagens. No Cerrado, essa relação ganha uma dimensão especial e ajuda a mostrar como ações aparentemente distantes podem fazer parte de um mesmo ciclo de cuidado.

De um lado, está a infraestrutura responsável por coletar, transportar e tratar o esgoto produzido nas cidades. De outro, a coleta de sementes e a produção de mudas nativas destinadas à recuperação de áreas degradadas. Em Mato Grosso do Sul, essas duas frentes se encontram em um ponto essencial: a proteção da água e dos ambientes que ajudam a mantê-la.

No Dia Nacional do Cerrado, celebrado em 11 de setembro, a Ambiental MS Pantanal chama atenção para a conexão entre saneamento, território e conservação ambiental. Dos 68 municípios atendidos pela empresa no interior de Mato Grosso do Sul, 41 têm o Cerrado como bioma predominante, conforme o Mapa de Biomas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Nesses municípios, cerca de 106,7 mil pessoas são atendidas por uma infraestrutura de esgotamento sanitário que reúne 38.111 ligações domiciliares e mais de 626 quilômetros de redes coletoras, além de Elevatórias de Esgoto (EEEs) e Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs), responsáveis pelo transporte e tratamento do esgoto antes de sua devolução ao meio ambiente.

Saneamento que ajuda a proteger as águas

Dos cerca de 104 milhões de litros de esgoto tratados diariamente pela Ambiental MS Pantanal no interior de Mato Grosso do Sul, aproximadamente 85,9 milhões de litros por dia passam pelos sistemas instalados nos 41 municípios onde o Cerrado é predominante.

Ao impedir que o esgoto sem tratamento chegue ao ambiente, essa infraestrutura contribui para reduzir a carga de poluentes lançada sobre córregos, rios e outros corpos hídricos.

Em Chapadão do Sul, por exemplo, já foram implantados mais de 13,5 quilômetros de rede coletora de esgoto e executadas 650 ligações domiciliares.

Em Sonora, a transformação é ainda mais significativa. O município partiu de uma realidade de 0% de cobertura de esgotamento sanitário e já conta com 64,7 quilômetros de rede e 4.885 ligações. Com a conclusão das estruturas previstas, a projeção é alcançar 98% de cobertura.

“Quando coletamos e tratamos o esgoto antes que ele retorne ao ambiente, estamos protegendo não apenas aquela cidade, mas um sistema hídrico que atravessa todo o território”, afirma Gabriel Buim, diretor-presidente da Ambiental MS Pantanal.

Da semente nasce outra forma de cuidado

Enquanto o saneamento atua nas cidades, outra frente de cuidado começa com algo muito menor: uma semente.

Coletadas na natureza e levadas ao Viveiro Isaac de Oliveira, sementes de espécies nativas se transformam em mudas que posteriormente retornam ao território para contribuir com ações de recuperação ambiental em diferentes regiões de Mato Grosso do Sul.

A relação com a água também está presente nesse processo. Se o tratamento de esgoto ajuda a preservar sua qualidade, a recuperação da vegetação contribui para conservar o solo, favorecer a infiltração da água e proteger áreas associadas a rios, córregos e nascentes.

Mantido desde 2021 pela Águas Guariroba e pela Ambiental MS Pantanal, o Viveiro Isaac de Oliveira tem capacidade para produzir cerca de 90 mil mudas por ano e já soma mais de 670 mil mudas produzidas e doadas. Entre as espécies nativas do Cerrado cultivadas no espaço estão ipê-roxo, jenipapo, jacarandá, angico-preto e pau-formiga.

Há 16 anos trabalhando no viveiro, Nereu Rios acompanha esse ciclo de perto, desde a coleta das sementes até o retorno das mudas ao território.

“Ver as áreas que a gente ajudou a reflorestar florescendo a partir dessas mudas é gratificante”, conta.

Para ele, a relação entre vegetação e recursos hídricos pode ser resumida de forma simples: “Se não tiver árvores, não tem água.”

Quando as mudas voltam ao território

Parte das mudas produzidas no Viveiro Isaac de Oliveira é destinada a iniciativas de recuperação ambiental. Entre os parceiros está o Instituto das Águas da Serra da Bodoquena (IASB), que atua há mais de duas décadas na conservação de rios, solos, vegetação nativa e biodiversidade.

As mudas são utilizadas principalmente na recuperação de áreas degradadas, incluindo Áreas de Preservação Permanente (APPs) e matas ciliares. Nesses ambientes, a recomposição da vegetação auxilia na proteção do solo, na redução de processos erosivos e na conservação dos cursos d’água.

“O apoio da Ambiental MS Pantanal fortalece nossas ações, que geram impacto ambiental e social na região”, afirma Joari Vieira Ximenes, responsável técnico do IASB e agente de defesa ambiental.

Segundo ele, cada espécie desempenha uma função no processo de restauração, seja contribuindo para a proteção do solo, atraindo fauna ou favorecendo a recomposição da vegetação ao longo do tempo.

Conforme o planejamento dos projetos, essas ações podem alcançar municípios como Aquidauana, Bonito, Bodoquena, Campo Grande, Corumbá e Jardim.

Um território conectado pela água

Nos mapas, Cerrado, Pantanal e Mata Atlântica aparecem delimitados como diferentes biomas. Na dinâmica da natureza, entretanto, a água ajuda a conectar esses territórios. Rios, nascentes, solos, vegetação e bacias hidrográficas fazem com que os efeitos das ações ambientais ultrapassem limites municipais e paisagens.

É nesse ciclo que saneamento e restauração ambiental se encontram. De um lado, o tratamento do esgoto contribui para proteger a qualidade da água depois de seu uso pela população. De outro, a recuperação da vegetação ajuda a conservar o solo e os ambientes onde a água infiltra, circula e sustenta a biodiversidade.

No Cerrado, proteger a água começa muito antes de ela chegar à torneira e continua muito depois de seu uso. Da semente ao saneamento, cada etapa faz parte de um mesmo cuidado com o território.

Sobre a Ambiental MS Pantanal

A Ambiental MS Pantanal integra a Aegea Saneamento, grupo com atuação em 892 cidades de 15 estados brasileiros. No interior de Mato Grosso do Sul, a empresa é responsável pelos serviços de coleta, afastamento e tratamento de esgoto em 68 municípios.

Universalização não encerra investimentos: cidades com alta cobertura continuam ampliando rede de esgoto em MS

Postado por maria.espindola em 02/set/2026 -

Chapadão do Sul e Selvíria seguem recebendo obras para acompanhar o crescimento urbano e fortalecer a infraestrutura de saneamento

Alcançar altos índices de cobertura de esgotamento sanitário não significa encerrar os investimentos. À medida que as cidades crescem, novos bairros e loteamentos surgem e a infraestrutura precisa avançar junto para garantir que o serviço continue chegando à população.

Em Chapadão do Sul e Selvíria, novas obras de expansão da rede coletora de esgoto mostram como esse processo ocorre na prática. Os investimentos buscam ampliar a infraestrutura existente, acompanhar a expansão urbana e preparar os sistemas para novas demandas.

Até a primeira quinzena de agosto, Selvíria contabilizava mais de 46,4 quilômetros de rede coletora de esgoto implantados e 1.622 ligações domiciliares executadas. Em Chapadão do Sul, as obras já somavam mais de 13,5 quilômetros de novas redes e 650 ligações.

O movimento ocorre em um cenário de avanço do saneamento no interior de Mato Grosso do Sul. Atualmente, 33 dos 68 municípios atendidos pela Ambiental MS Pantanal apresentam cobertura de esgotamento sanitário superior a 90%.

Mesmo entre os municípios que já ultrapassaram essa marca, os investimentos continuam. Bataguassu, Ivinhema e Nova Andradina, por exemplo, também recebem intervenções para ampliar a infraestrutura e acompanhar o desenvolvimento urbano.

Segundo o diretor executivo da Ambiental MS Pantanal, Clayton Bezerra, alcançar elevados índices de cobertura representa uma etapa importante, mas não encerra o processo de expansão e melhoria dos sistemas.

“Chegar à universalização é uma conquista importante, mas o trabalho continua. As cidades crescem, novos bairros surgem e a infraestrutura precisa acompanhar esse desenvolvimento. Nosso compromisso é manter os sistemas preparados para atender as demandas atuais e futuras da população”, afirma.

Infraestrutura que acompanha as cidades

A continuidade das obras evidencia um dos desafios da universalização do saneamento: manter a infraestrutura em expansão mesmo depois de alcançados elevados índices de atendimento.

O crescimento populacional, a implantação de novos empreendimentos e a ocupação de novas áreas urbanas geram demandas permanentes por redes coletoras, ligações domiciliares e demais estruturas necessárias para transportar e tratar adequadamente o esgoto.

Por isso, a universalização não deve ser entendida apenas como o alcance de um percentual de cobertura, mas como um processo contínuo de expansão, manutenção e melhoria dos sistemas de saneamento.

Em Mato Grosso do Sul, esse movimento integra o avanço da infraestrutura de esgotamento sanitário no interior do Estado, com novas redes, ligações domiciliares e estruturas operacionais implantadas para acompanhar o desenvolvimento dos municípios.

Sobre a Ambiental MS Pantanal

A Ambiental MS Pantanal integra a Aegea Saneamento, grupo com atuação em 892 cidades de 15 estados brasileiros. No interior de Mato Grosso do Sul, a empresa é responsável pelos serviços de coleta, afastamento e tratamento de esgoto em 68 municípios.