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De 0% de cobertura a um novo sistema de esgoto: Taquarussu avança para beneficiar 4 mil moradores

Postado por maria.espindola em 15/set/2026 -

Município já conta com 27,9 quilômetros de rede coletora e 1.448 ligações domiciliares; obras incluem estação de tratamento, elevatória e emissário

Cerca de 4 mil moradores de Taquarussu estão mais próximos de contar com um novo sistema de esgotamento sanitário. O município, que partiu de uma realidade de 0% de cobertura, avança na implantação da infraestrutura necessária para coletar, transportar e tratar o esgoto produzido pela população.

As obras já resultaram na implantação de 27,9 quilômetros de rede coletora e na execução de 1.448 ligações domiciliares. A nova infraestrutura aproxima o sistema das residências e cria as condições necessárias para que o esgoto gerado nos imóveis seja coletado e encaminhado adequadamente para tratamento.

Mais do que ampliar uma rede existente, Taquarussu está estruturando um sistema de esgotamento sanitário praticamente do zero. O projeto reúne diferentes etapas e equipamentos que, quando concluídos e integrados, permitirão ao município avançar para uma nova condição de atendimento.

Entre as principais estruturas está a nova Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), projetada para tratar até 10 litros por segundo. A unidade já alcançou 79% de execução e será responsável por receber e tratar o esgoto coletado antes da devolução do efluente tratado ao meio ambiente.

O município também já conta com uma Estação Elevatória de Esgoto (EEE) concluída. A estrutura será responsável por bombear o esgoto em trechos onde as condições do relevo não permitem que o deslocamento ocorra somente pela ação da gravidade, garantindo a continuidade do fluxo até as etapas seguintes do sistema.

Outro componente em implantação é o emissário, responsável pela condução do esgoto entre diferentes estruturas. Ao todo, estão previstos 2,8 quilômetros, com aproximadamente 20% das obras já executadas.

Para que o sistema de esgotamento sanitário funcione adequadamente, diferentes estruturas atuam de forma integrada: as redes coletoras recebem o esgoto produzido nos imóveis, as estações elevatórias auxiliam no transporte em trechos onde é necessário vencer diferenças de relevo, os emissários fazem a condução entre os pontos do sistema e a estação de tratamento realiza os processos necessários antes da devolução do efluente tratado ao meio ambiente.

Uma transformação que chega até as casas

Embora grande parte da infraestrutura de esgotamento sanitário permaneça debaixo das ruas e pouco visível no cotidiano, os benefícios chegam diretamente às casas e à vida da população.

As 1.448 ligações domiciliares já executadas representam justamente essa aproximação entre a infraestrutura implantada nas ruas e os imóveis que poderão ser atendidos pelo novo sistema.

“Quando um município que não contava com cobertura de esgotamento sanitário passa a receber redes coletoras, ligações domiciliares, estação elevatória e uma nova estação de tratamento, estamos diante de uma transformação estrutural. É uma infraestrutura que amplia as condições de saúde e qualidade de vida da população e, ao mesmo tempo, contribui para a proteção do meio ambiente”, destaca o diretor-executivo da Ambiental MS Pantanal, Clayton Bezerra.

Ambiental MS Pantanal realiza teste com fumacê para identificar ligações irregulares em Caarapó

Postado por maria.espindola em 15/set/2026 -

Ação preventiva será realizada entre os dias 15 e 18 de setembro e ajuda a identificar conexões indevidas de água da chuva à rede coletora de esgoto

A Ambiental MS Pantanal, em parceria com a Prefeitura de Caarapó, inicia nesta terça-feira (15) uma ação de inspeção com fumaça na rede coletora de esgoto do município. O trabalho segue até sexta-feira (18) e tem como objetivo identificar possíveis ligações irregulares de água da chuva ao sistema de esgotamento sanitário.

Conhecida popularmente como fumacê, a técnica utiliza um termonebulizador para introduzir, de forma controlada, uma fumaça especial e não tóxica na rede coletora. Diferentemente do procedimento utilizado no combate a mosquitos, a aplicação tem finalidade exclusivamente técnica e preventiva.

O trabalho faz parte das medidas adotadas pela Ambiental MS Pantanal para preservar a eficiência dos sistemas de esgotamento sanitário nos municípios atendidos pela empresa. A identificação de conexões indevidas entre drenagem pluvial e rede de esgoto é importante porque a entrada da água da chuva aumenta significativamente o volume transportado pelas tubulações e demais unidades do sistema.

Essa sobrecarga pode provocar extravasamentos, retorno de esgoto para os imóveis, obstruções e maior necessidade de intervenções operacionais, sobretudo durante períodos de chuva intensa.

A rede coletora deve receber exclusivamente o esgoto doméstico proveniente de banheiros, cozinhas e áreas de serviço. Já a água captada por telhados, calhas, quintais, ralos externos e outras áreas expostas à chuva deve ser direcionada para o sistema de drenagem pluvial.

Durante a inspeção, a fumaça é introduzida na rede de esgoto. Caso o material apareça em calhas, ralos externos, caixas de drenagem, quintais ou outros pontos que deveriam estar conectados apenas ao sistema pluvial, a situação pode indicar a existência de uma ligação irregular.

Os pontos identificados são registrados e posteriormente avaliados pelas equipes técnicas. Quando a irregularidade é confirmada, os responsáveis pelos imóveis recebem orientações sobre as adequações necessárias.

Ação acompanha expansão do saneamento

A realização do fumacê ocorre em um momento de expansão da infraestrutura de esgotamento sanitário em Caarapó. O município já conta com cerca de 46 quilômetros de rede coletora implantada e aproximadamente 2,8 mil ligações domiciliares executadas.

Para o diretor-executivo da Ambiental MS Pantanal, Clayton Bezerra, a ampliação da infraestrutura precisa caminhar junto com ações voltadas ao uso adequado e à preservação do sistema.

“À medida que a rede avança, também é fundamental cuidar da infraestrutura já implantada e orientar sobre o uso correto do sistema. O teste com fumacê permite identificar situações que muitas vezes não são visíveis no dia a dia e agir preventivamente para reduzir riscos de extravasamentos, retornos de esgoto, obstruções e outros transtornos para a população”, destaca.

A Ambiental MS Pantanal utiliza a técnica desde maio de 2021, quando iniciou a operação dos serviços de esgotamento sanitário nos municípios atendidos pela empresa. Desde então, o procedimento já foi realizado em cidades como Bonito, Naviraí, Dourados, Ponta Porã, Iguatemi, Santa Rita do Pardo e Inocência.

Confira o cronograma de aplicação

Nos dias 15 e 16 de setembro, o trabalho será realizado no bairro Capitão Vigário, abrangendo trechos das ruas Padre Manoel da Nóbrega, Marechal Deodoro da Fonseca, Emílio Ribas, Graça Aranha, Oswald de Andrade, José do Patrocínio, Machado de Assis, Euclides da Cunha, Princesa Isabel, Pero Vaz de Caminha, Manoel Bandeira e Afonso Pena.

Na quinta-feira (17), a aplicação ocorrerá em pontos específicos da região central de Caarapó, incluindo quatro locais ao longo da Avenida Fernando Corrêa da Costa.

Na sexta-feira (18), o trabalho continua na região central, com aplicação em dois pontos da Rua Arsênio Cardoso e na Avenida Doutor Coutinho, na esquina com a Rua São Paulo.

Dia do Cerrado: da semente ao saneamento, um ciclo de cuidado que protege as águas de Mato Grosso do Sul

Postado por maria.espindola em 10/set/2026 -

Nos municípios onde o Cerrado predomina, infraestrutura de esgoto e produção de mudas nativas conectam saneamento, restauração ambiental e proteção dos recursos hídricos

Antes de chegar aos rios, a água percorre caminhos que nem sempre são visíveis. Infiltra-se no solo, alimenta nascentes, atravessa cidades e conecta diferentes paisagens. No Cerrado, essa relação ganha uma dimensão especial e ajuda a mostrar como ações aparentemente distantes podem fazer parte de um mesmo ciclo de cuidado.

De um lado, está a infraestrutura responsável por coletar, transportar e tratar o esgoto produzido nas cidades. De outro, a coleta de sementes e a produção de mudas nativas destinadas à recuperação de áreas degradadas. Em Mato Grosso do Sul, essas duas frentes se encontram em um ponto essencial: a proteção da água e dos ambientes que ajudam a mantê-la.

No Dia Nacional do Cerrado, celebrado em 11 de setembro, a Ambiental MS Pantanal chama atenção para a conexão entre saneamento, território e conservação ambiental. Dos 68 municípios atendidos pela empresa no interior de Mato Grosso do Sul, 41 têm o Cerrado como bioma predominante, conforme o Mapa de Biomas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Nesses municípios, cerca de 106,7 mil pessoas são atendidas por uma infraestrutura de esgotamento sanitário que reúne 38.111 ligações domiciliares e mais de 626 quilômetros de redes coletoras, além de Elevatórias de Esgoto (EEEs) e Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs), responsáveis pelo transporte e tratamento do esgoto antes de sua devolução ao meio ambiente.

Saneamento que ajuda a proteger as águas

Dos cerca de 104 milhões de litros de esgoto tratados diariamente pela Ambiental MS Pantanal no interior de Mato Grosso do Sul, aproximadamente 85,9 milhões de litros por dia passam pelos sistemas instalados nos 41 municípios onde o Cerrado é predominante.

Ao impedir que o esgoto sem tratamento chegue ao ambiente, essa infraestrutura contribui para reduzir a carga de poluentes lançada sobre córregos, rios e outros corpos hídricos.

Em Chapadão do Sul, por exemplo, já foram implantados mais de 13,5 quilômetros de rede coletora de esgoto e executadas 650 ligações domiciliares.

Em Sonora, a transformação é ainda mais significativa. O município partiu de uma realidade de 0% de cobertura de esgotamento sanitário e já conta com 64,7 quilômetros de rede e 4.885 ligações. Com a conclusão das estruturas previstas, a projeção é alcançar 98% de cobertura.

“Quando coletamos e tratamos o esgoto antes que ele retorne ao ambiente, estamos protegendo não apenas aquela cidade, mas um sistema hídrico que atravessa todo o território”, afirma Gabriel Buim, diretor-presidente da Ambiental MS Pantanal.

Da semente nasce outra forma de cuidado

Enquanto o saneamento atua nas cidades, outra frente de cuidado começa com algo muito menor: uma semente.

Coletadas na natureza e levadas ao Viveiro Isaac de Oliveira, sementes de espécies nativas se transformam em mudas que posteriormente retornam ao território para contribuir com ações de recuperação ambiental em diferentes regiões de Mato Grosso do Sul.

A relação com a água também está presente nesse processo. Se o tratamento de esgoto ajuda a preservar sua qualidade, a recuperação da vegetação contribui para conservar o solo, favorecer a infiltração da água e proteger áreas associadas a rios, córregos e nascentes.

Mantido desde 2021 pela Águas Guariroba e pela Ambiental MS Pantanal, o Viveiro Isaac de Oliveira tem capacidade para produzir cerca de 90 mil mudas por ano e já soma mais de 670 mil mudas produzidas e doadas. Entre as espécies nativas do Cerrado cultivadas no espaço estão ipê-roxo, jenipapo, jacarandá, angico-preto e pau-formiga.

Há 16 anos trabalhando no viveiro, Nereu Rios acompanha esse ciclo de perto, desde a coleta das sementes até o retorno das mudas ao território.

“Ver as áreas que a gente ajudou a reflorestar florescendo a partir dessas mudas é gratificante”, conta.

Para ele, a relação entre vegetação e recursos hídricos pode ser resumida de forma simples: “Se não tiver árvores, não tem água.”

Quando as mudas voltam ao território

Parte das mudas produzidas no Viveiro Isaac de Oliveira é destinada a iniciativas de recuperação ambiental. Entre os parceiros está o Instituto das Águas da Serra da Bodoquena (IASB), que atua há mais de duas décadas na conservação de rios, solos, vegetação nativa e biodiversidade.

As mudas são utilizadas principalmente na recuperação de áreas degradadas, incluindo Áreas de Preservação Permanente (APPs) e matas ciliares. Nesses ambientes, a recomposição da vegetação auxilia na proteção do solo, na redução de processos erosivos e na conservação dos cursos d’água.

“O apoio da Ambiental MS Pantanal fortalece nossas ações, que geram impacto ambiental e social na região”, afirma Joari Vieira Ximenes, responsável técnico do IASB e agente de defesa ambiental.

Segundo ele, cada espécie desempenha uma função no processo de restauração, seja contribuindo para a proteção do solo, atraindo fauna ou favorecendo a recomposição da vegetação ao longo do tempo.

Conforme o planejamento dos projetos, essas ações podem alcançar municípios como Aquidauana, Bonito, Bodoquena, Campo Grande, Corumbá e Jardim.

Um território conectado pela água

Nos mapas, Cerrado, Pantanal e Mata Atlântica aparecem delimitados como diferentes biomas. Na dinâmica da natureza, entretanto, a água ajuda a conectar esses territórios. Rios, nascentes, solos, vegetação e bacias hidrográficas fazem com que os efeitos das ações ambientais ultrapassem limites municipais e paisagens.

É nesse ciclo que saneamento e restauração ambiental se encontram. De um lado, o tratamento do esgoto contribui para proteger a qualidade da água depois de seu uso pela população. De outro, a recuperação da vegetação ajuda a conservar o solo e os ambientes onde a água infiltra, circula e sustenta a biodiversidade.

No Cerrado, proteger a água começa muito antes de ela chegar à torneira e continua muito depois de seu uso. Da semente ao saneamento, cada etapa faz parte de um mesmo cuidado com o território.

Sobre a Ambiental MS Pantanal

A Ambiental MS Pantanal integra a Aegea Saneamento, grupo com atuação em 892 cidades de 15 estados brasileiros. No interior de Mato Grosso do Sul, a empresa é responsável pelos serviços de coleta, afastamento e tratamento de esgoto em 68 municípios.

Universalização não encerra investimentos: cidades com alta cobertura continuam ampliando rede de esgoto em MS

Postado por maria.espindola em 02/set/2026 -

Chapadão do Sul e Selvíria seguem recebendo obras para acompanhar o crescimento urbano e fortalecer a infraestrutura de saneamento

Alcançar altos índices de cobertura de esgotamento sanitário não significa encerrar os investimentos. À medida que as cidades crescem, novos bairros e loteamentos surgem e a infraestrutura precisa avançar junto para garantir que o serviço continue chegando à população.

Em Chapadão do Sul e Selvíria, novas obras de expansão da rede coletora de esgoto mostram como esse processo ocorre na prática. Os investimentos buscam ampliar a infraestrutura existente, acompanhar a expansão urbana e preparar os sistemas para novas demandas.

Até a primeira quinzena de agosto, Selvíria contabilizava mais de 46,4 quilômetros de rede coletora de esgoto implantados e 1.622 ligações domiciliares executadas. Em Chapadão do Sul, as obras já somavam mais de 13,5 quilômetros de novas redes e 650 ligações.

O movimento ocorre em um cenário de avanço do saneamento no interior de Mato Grosso do Sul. Atualmente, 33 dos 68 municípios atendidos pela Ambiental MS Pantanal apresentam cobertura de esgotamento sanitário superior a 90%.

Mesmo entre os municípios que já ultrapassaram essa marca, os investimentos continuam. Bataguassu, Ivinhema e Nova Andradina, por exemplo, também recebem intervenções para ampliar a infraestrutura e acompanhar o desenvolvimento urbano.

Segundo o diretor executivo da Ambiental MS Pantanal, Clayton Bezerra, alcançar elevados índices de cobertura representa uma etapa importante, mas não encerra o processo de expansão e melhoria dos sistemas.

“Chegar à universalização é uma conquista importante, mas o trabalho continua. As cidades crescem, novos bairros surgem e a infraestrutura precisa acompanhar esse desenvolvimento. Nosso compromisso é manter os sistemas preparados para atender as demandas atuais e futuras da população”, afirma.

Infraestrutura que acompanha as cidades

A continuidade das obras evidencia um dos desafios da universalização do saneamento: manter a infraestrutura em expansão mesmo depois de alcançados elevados índices de atendimento.

O crescimento populacional, a implantação de novos empreendimentos e a ocupação de novas áreas urbanas geram demandas permanentes por redes coletoras, ligações domiciliares e demais estruturas necessárias para transportar e tratar adequadamente o esgoto.

Por isso, a universalização não deve ser entendida apenas como o alcance de um percentual de cobertura, mas como um processo contínuo de expansão, manutenção e melhoria dos sistemas de saneamento.

Em Mato Grosso do Sul, esse movimento integra o avanço da infraestrutura de esgotamento sanitário no interior do Estado, com novas redes, ligações domiciliares e estruturas operacionais implantadas para acompanhar o desenvolvimento dos municípios.

Sobre a Ambiental MS Pantanal

A Ambiental MS Pantanal integra a Aegea Saneamento, grupo com atuação em 892 cidades de 15 estados brasileiros. No interior de Mato Grosso do Sul, a empresa é responsável pelos serviços de coleta, afastamento e tratamento de esgoto em 68 municípios.

Rio Verde supera metas de redes e ligações previstas para 2026

Postado por maria.espindola em 31/ago/2026 -

Município já recebeu mais de 56,5 quilômetros de novas redes e 3,5 mil ligações; obras avançam agora na implantação de estações elevatórias e melhorias no sistema

As obras de expansão do esgotamento sanitário em Rio Verde de Mato Grosso avançaram além das metas inicialmente previstas para 2026. Até agosto, a Ambiental MS Pantanal já havia implantado mais de 56,5 quilômetros de novas redes coletoras e 3,5 mil ligações domiciliares, superando a previsão estabelecida no início do ano, de 55 quilômetros de redes e aproximadamente 3,5 mil ligações.

Atualmente, Rio Verde possui cerca de 39% de cobertura de esgotamento sanitário. Com a conclusão das intervenções e a entrada em operação das novas estruturas, a expectativa é elevar esse índice para 98%, ampliando o acesso ao serviço em diferentes regiões do município

Para o diretor-executivo da Ambiental MS Pantanal, Clayton Bezerra, o resultado demonstra o avanço das intervenções realizadas ao longo do ano e a importância de integrar as diferentes etapas do sistema.

“Superamos a extensão de redes prevista inicialmente para 2026 e avançamos também nas ligações. Agora, o trabalho segue nas estruturas que são fundamentais para que toda essa expansão funcione de forma integrada, segura e eficiente”, destaca.

Obras avançam nas estruturas operacionais

Com a implantação das redes em estágio avançado, as frentes de trabalho se concentram agora no reforço da estrutura operacional do sistema.

O município está recebendo cinco novas Estações Elevatórias de Esgoto (EEEs), além de melhorias na Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) e em estruturas já existentes. As intervenções vão reforçar o funcionamento do sistema, garantir o transporte adequado do esgoto até o tratamento e ampliar em 10 litros por segundo a capacidade operacional.

Segundo Clayton, o conjunto de obras deve beneficiar diretamente cerca de 10,6 mil pessoas.

“Quando ampliamos redes, ligações e capacidade de tratamento ao mesmo tempo, criamos condições para que mais moradores tenham acesso efetivo ao serviço. É uma infraestrutura que muitas vezes fica debaixo da terra ou distante dos olhos da população, mas que se traduz em mais saúde, qualidade de vida e proteção dos recursos naturais”, afirma.

Infraestrutura que se transforma em benefício

A expansão do saneamento vai além da implantação de redes. Para que o serviço chegue efetivamente à população, ligações domiciliares, estações elevatórias e capacidade de tratamento precisam funcionar de forma integrada.

Em Rio Verde, esse conjunto de intervenções amplia o acesso ao esgotamento sanitário e contribui para reduzir o lançamento inadequado de efluentes no meio ambiente, com reflexos diretos sobre a saúde pública, a qualidade urbana e a proteção dos recursos hídricos.

“Investir em saneamento é preparar a cidade para crescer com mais qualidade, fortalecendo a saúde, a organização urbana e a proteção ambiental”, ressalta Clayton Bezerra.

Com a conclusão das estruturas em implantação e sua entrada em operação, a expectativa é ampliar significativamente a cobertura de esgotamento sanitário no município, consolidando os avanços já alcançados ao longo de 2026.

Sobre a Ambiental MS Pantanal

A Ambiental MS Pantanal integra a Aegea Saneamento, grupo presente em 892 cidades de 15 estados brasileiros. No interior de Mato Grosso do Sul, a empresa opera os serviços de coleta, afastamento e tratamento de esgoto em 68 municípios.

Sonora avança na expansão do esgotamento sanitário

Postado por maria.espindola em 24/ago/2026 -

Município já conta com 64,7 quilômetros de rede implantada e 4.885 ligações executadas; expansão deve beneficiar cerca de 13,6 mil moradores

Uma transformação que acontece, em grande parte, debaixo das ruas começa a mudar a realidade do saneamento em Sonora, no norte de Mato Grosso do Sul. O município, que ainda não conta com cobertura de esgotamento sanitário, avança na implantação da infraestrutura necessária para coletar, transportar e tratar adequadamente o esgoto produzido pela população.

Ao todo, já foram implantados 64,7 quilômetros de rede coletora e executadas 4.885 ligações domiciliares, estrutura dimensionada para beneficiar cerca de 13,6 mil moradores. Com a conclusão das redes e ligações previstas, a entrega da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) da Sanesul e a implantação da primeira Estação Elevatória de Esgoto (EEE), a cobertura de esgotamento sanitário do município deverá passar de 0% para 98%.

A Estação Elevatória de Esgoto (EEE) será responsável por bombear o esgoto coletado até as próximas etapas do sistema, superando diferenças de relevo e garantindo que os efluentes cheguem adequadamente ao tratamento.

Para o diretor-executivo da Ambiental MS Pantanal, Clayton Bezerra, o avanço das obras representa uma mudança estrutural para Sonora.

“Levar o esgotamento sanitário para um município que ainda não conta com cobertura do serviço significa construir uma nova infraestrutura de saúde pública. É um investimento que ficará, em grande parte, debaixo da terra, mas cujos benefícios poderão ser percebidos por toda a cidade, na qualidade de vida das famílias, no ambiente urbano e na proteção dos recursos naturais”, destaca.

Da obra à casa: morador também faz parte do sistema

Com o avanço da implantação da infraestrutura, outra etapa passa a ser fundamental para transformar as obras realizadas em benefícios efetivos para a população: a conexão correta dos imóveis à rede de esgotamento sanitário.

É por meio dessa ligação que o esgoto gerado em banheiros, cozinhas e áreas de serviço passa a ser direcionado para a rede coletora, seguindo pelo sistema até chegar ao tratamento adequado.

O funcionamento correto da estrutura também depende da separação entre a rede de esgoto e a drenagem das águas da chuva. O lançamento de águas pluviais na rede coletora de esgoto é irregular e pode provocar sobrecarga das tubulações e das unidades operacionais, aumentando o risco de extravasamentos, especialmente durante períodos de chuvas intensas.

Por isso, além da expansão da infraestrutura, a Ambiental MS Pantanal reforça a importância da participação dos moradores na conexão e no uso adequado da rede.

A combinação entre obras, ligação dos imóveis e utilização correta do sistema é o que permite transformar quilômetros de tubulações instaladas sob as ruas em benefícios concretos para a cidade, contribuindo para a saúde pública, a qualidade de vida da população e a proteção do meio ambiente.

Sobre a Ambiental MS Pantanal

A Ambiental MS Pantanal integra a Aegea Saneamento, grupo com atuação em 892 cidades de 15 estados brasileiros. No interior de Mato Grosso do Sul, a empresa é responsável pelos serviços de coleta, afastamento e tratamento de esgoto em 68 municípios.

Entre sementes e florestas: há 40 anos, viveirista transforma coleta em recuperação da biodiversidade sul-mato-grossense

Postado por maria.espindola em 21/ago/2026 -

Há 16 anos no Viveiro Isaac de Oliveira, Nereu Rios transforma sementes nativas do Cerrado em mudas destinadas à recuperação ambiental

Nereu Rios construiu sua trajetória profissional transformando sementes em novas possibilidades de recuperação ambiental. Parte dessa história é vivida no Viveiro Isaac de Oliveira, onde atua há 16 anos em uma iniciativa mantida pela Águas Guariroba e pela Ambiental MS Pantanal, voltada à produção de mudas nativas, à proteção dos recursos hídricos e à recuperação de áreas degradadas em Mato Grosso do Sul.

Todos os anos, esse trabalho começa muito antes de a muda chegar ao campo. Em expedições que podem percorrer cerca de 7 mil quilômetros pelo Brasil, Nereu e sua equipe coletam sementes de espécies nativas que, meses depois, retornam ao território na forma de novas árvores. “Eu digo que plantar árvores é estar agraciado com a natureza”, resume o viveirista.

Parte desse trabalho começa longe do viveiro. O percurso parte de Campo Grande e passa por Goiás, incluindo a região da Chapada dos Veadeiros, além de Tocantins, Bahia e Minas Gerais. No retorno, a equipe cruza Mato Grosso e continua a coleta em Mato Grosso do Sul, passando por áreas como Bonito, Serra da Bodoquena, Miranda e Corumbá.

“Quando chegamos de volta a Mato Grosso do Sul, continuamos a expedição em diferentes regiões do Estado. É um trabalho que começa no Cerrado e chega até áreas de transição com o Pantanal”, explica Nereu.

Da semente à muda

Depois da expedição, começa outro ciclo. As sementes coletadas retornam ao Viveiro Isaac de Oliveira, onde passam pelos processos de seleção, germinação e desenvolvimento até se transformarem em mudas. Em cerca de um ano, muitas delas já estão prontas para deixar o viveiro e seguir para ações de recuperação ambiental em diferentes regiões do Estado.

Para Nereu, acompanhar esse processo também significa perceber, ano após ano, as mudanças na paisagem e as pressões sobre a vegetação nativa. “Nós, enquanto pesquisadores e coletores de sementes, temos visto muito isso. A cada ano, encontramos locais onde passamos coletando e que depois foram atingidos pelo fogo”, relata.

Segundo o viveirista, o período de queimadas muitas vezes coincide com a época de produção de sementes de diversas espécies. Quando o fogo alcança essas áreas, o impacto não se restringe às árvores: compromete também sementes e a capacidade de regeneração natural da vegetação.

Como parte das expedições, a equipe leva entre 120 e 150 mudas, que são plantadas ao longo do percurso como forma de devolver ao território parte do trabalho realizado durante a coleta. “Vamos plantando pelo caminho e contribuindo para a recuperação dos locais por onde passamos”, conta.

Do Cerrado ao Pantanal

Dezesseis dos 40 anos de profissão de Nereu estão ligados ao Viveiro Isaac de Oliveira. Criado em 2010 pela Águas Guariroba, o espaço nasceu com o objetivo de apoiar ações de recuperação ambiental, especialmente em áreas relacionadas às bacias dos córregos Guariroba e Lageado, responsáveis pelo abastecimento de Campo Grande.

Desde 2021, o viveiro passou a ser mantido conjuntamente pela Águas Guariroba e pela Ambiental MS Pantanal, ampliando a destinação de mudas também para municípios do interior de Mato Grosso do Sul.

Hoje, as espécies produzidas apoiam ações de recuperação de matas ciliares, áreas degradadas e ambientes associados ao Cerrado e ao Pantanal.

Nereu estima que o Viveiro Isaac de Oliveira já tenha produzido mais de 800 mil mudas. A capacidade de produção também vem crescendo: passou de cerca de 60 mil mudas por ano para 80 mil em 2025 e, em 2026, já se aproxima de 90 mil mudas anuais.

O espaço ocupa uma área de aproximadamente 14 hectares e, além da produção de mudas, tornou-se também um ambiente arborizado, com presença de frutos e de espécies da fauna local, como araras, tucanos e outras aves.

“Ver as áreas que a gente ajudou a reflorestar florescendo a partir dessas mudas é gratificante. Isso acontece desde as margens do Lageado e do Guariroba até áreas em Bonito e Miranda”, afirma.

Conhecimento que também se multiplica

Ao longo de quatro décadas de profissão, Nereu estima ter participado da produção de mais de 2 milhões de árvores nativas. Mas, para ele, o legado vai além da quantidade de mudas produzidas. O Viveiro Isaac de Oliveira também se tornou espaço de formação e troca de conhecimento.

Ao longo dos anos, profissionais que chegaram ao local para outras atividades aprenderam técnicas de produção, manejo e cuidado com espécies nativas e, posteriormente, passaram a atuar em outros viveiros.

“Tem pessoas que trabalharam aqui, aprenderam a cuidar de árvores e hoje estão em outros viveiros. Nós precisamos ter no Estado pessoas dedicadas a isso, que gostem de fazer esse trabalho. Temos um Brasil inteiro para recuperar”, ressalta.

Para Nereu, produzir mudas, recuperar áreas e formar novos viveiristas fazem parte de um mesmo compromisso com o futuro.

“Quando eu estou no interior, vejo que as mudas do Viveiro Isaac de Oliveira são conhecidas. A gente sabe que elas saíram daqui”, conta.

“Se não tiver árvores, não tem água.” A frase de Nereu sintetiza uma conexão que também atravessa o trabalho da Águas Guariroba e da Ambiental MS Pantanal. De um lado, o saneamento contribui para a proteção da qualidade da água; de outro, a produção e o plantio de mudas ajudam a conservar e recuperar áreas naturais importantes para a proteção dos recursos hídricos. Um ciclo de cuidado que conecta saneamento, água, biodiversidade e futuro.

Tratamento de 104 milhões de litros de esgoto por dia contribui para reduzir poluição hídrica em MS

Postado por maria.espindola em 14/ago/2026 -

No Dia de Combate à Poluição, expansão do saneamento reforça papel da coleta e do tratamento de esgoto na proteção dos recursos hídricos

Todos os dias, cerca de 104 milhões de litros de esgoto são tratados pela Ambiental MS Pantanal em Mato Grosso do Sul. O volume ajuda a dimensionar o papel do saneamento na redução da carga poluidora e na proteção dos recursos hídricos. Antes de retornar ao meio ambiente, os efluentes coletados passam por diferentes etapas de tratamento nas Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs).

Para que esse esgoto chegue às unidades de tratamento, a infraestrutura também precisa avançar. Desde janeiro, a Ambiental MS Pantanal implantou mais de 230 quilômetros de rede coletora, ampliando o acesso da população à coleta e ao tratamento adequado dos efluentes.

O Dia de Combate à Poluição, celebrado em 14 de agosto, também chama atenção para o papel do saneamento na prevenção da poluição hídrica. Em Mato Grosso do Sul, cerca de 104 milhões de litros de esgoto são tratados diariamente pela Ambiental MS Pantanal antes do retorno dos efluentes ao meio ambiente.

Para o diretor-executivo da Ambiental MS Pantanal, Clayton Bezerra, o avanço do saneamento está diretamente relacionado à preservação ambiental e à qualidade de vida da população.

“Mato Grosso do Sul possui uma grande diversidade ambiental e abriga três importantes biomas brasileiros. Ampliar o saneamento vai além da infraestrutura urbana: significa investir em saúde, qualidade de vida e na conservação dos recursos naturais”, destaca.

O território sul-mato-grossense reúne áreas de Cerrado, Pantanal e Mata Atlântica, biomas com características ecológicas distintas e fortemente relacionados à disponibilidade e à qualidade da água. Nesse contexto, a coleta e o tratamento adequado do esgoto contribuem para reduzir pressões sobre rios, córregos e outros corpos hídricos.

Saneamento e preservação

Bonito é um dos exemplos da relação entre saneamento, conservação ambiental e desenvolvimento econômico. Conhecido nacionalmente pelo turismo de natureza e pelas águas cristalinas, o município possui 98% de cobertura de esgotamento sanitário.

Para Valdemir Martins, sócio-fundador e atual diretor do Instituto das da Serra da Bodoquena (IASB) e guia de turismo em Bonito, o saneamento é uma das estruturas fundamentais para a preservação dos recursos hídricos do município.

“Nossos rios precisam ficar vivos para sempre. O saneamento e o tratamento desses efluentes são muito importantes”, afirma.

O esgoto coletado em Bonito é encaminhado para tratamento e, após passar pelos processos necessários, o efluente tratado segue pelo novo emissário até o Córrego Mutum, localizado a cerca de 20 quilômetros da zona turística.

Segundo Clayton, a estrutura amplia a segurança operacional do sistema e contribui para a proteção dos recursos hídricos em uma região onde a conservação ambiental está diretamente relacionada à qualidade de vida e à atividade turística.

Expansão do saneamento

A Ambiental MS Pantanal atua nos serviços de esgotamento sanitário em 68 municípios do interior de Mato Grosso do Sul. Nos últimos anos, a ampliação da infraestrutura tem levado novas redes coletoras, ligações domiciliares e estruturas de tratamento a diferentes regiões do Estado.

A companhia integra a Aegea, grupo que também atua em Mato Grosso do Sul por meio da Águas Guariroba, responsável pelos serviços de água e esgoto em Campo Grande.

Aral Moreira supera 98% de cobertura de esgoto e se torna 33º município universalizado

Postado por maria.espindola em 12/ago/2026 -

Município amplia grupo de cidades com mais de 90% de cobertura de esgotamento sanitário atendidas pela Ambiental MS Pantanal

Aral Moreira passou a integrar o grupo de municípios universalizados em esgotamento sanitário atendidos pela Ambiental MS Pantanal. Na primeira semana de agosto, a cobertura do serviço ultrapassou 98%, após registrar 79% em junho.

Com o avanço, chega a 33 o número de municípios atendidos pela companhia que já superaram 90% de cobertura de esgoto, percentual de referência para a universalização do serviço.

O resultado também amplia o número de cidades universalizadas na região de fronteira. Além de Aral Moreira, Amambai, Antônio João, Laguna Carapã, Paranhos, Ponta Porã e Tacuru já integram o grupo de municípios com mais de 90% de cobertura.

Para o diretor-executivo da Ambiental MS Pantanal, Clayton Bezerra, a ampliação do acesso ao esgotamento sanitário contribui diretamente para a qualidade de vida da população e cria condições para o desenvolvimento dos municípios.

“Aral Moreira possui uma atividade agropecuária relevante para Mato Grosso do Sul. A ampliação da cobertura de esgoto acompanha esse desenvolvimento, com impactos positivos para a saúde pública, o meio ambiente e a qualidade de vida da população”, destaca.

Avanços na região

Outro município da região que segue ampliando sua infraestrutura de saneamento é Sete Quedas, atualmente com cerca de 68% de cobertura de esgotamento sanitário.

Recentemente, foram concluídas três novas Estações Elevatórias de Esgoto (EEEs) no município. As estruturas ampliam a capacidade operacional do sistema e dão suporte à expansão da rede coletora.

“As novas estações elevatórias fortalecem a infraestrutura existente e criam condições para a continuidade das obras de expansão do sistema de esgotamento sanitário no município”, afirma Clayton.

Desde o início da operação, a Ambiental MS Pantanal alcançou a universalização em 33 dos 68 municípios atendidos. São eles: Alcinópolis, Amambai, Anaurilândia, Angélica, Antônio João, Aral Moreira, Bataguassu, Batayporã, Bodoquena, Bonito, Brasilândia, Chapadão do Sul, Dois Irmãos do Buriti, Dourados, Figueirão, Inocência, Ivinhema, Japorã, Jateí, Juti, Laguna Carapã, Nova Andradina, Novo Horizonte do Sul, Paranaíba, Paranhos, Ponta Porã, Porto Murtinho, Ribas do Rio Pardo, Santa Rita do Pardo, Selvíria, Tacuru e Três Lagoas.

Sobre a Ambiental MS Pantanal

A Ambiental MS Pantanal atua nos serviços de esgotamento sanitário em 68 municípios do interior de Mato Grosso do Sul. A companhia integra a Aegea, grupo que também atua no Estado por meio da Águas Guariroba, responsável pelos serviços de água e esgoto em Campo Grande.

Ambiental MS Pantanal realiza teste com fumacê em Inocência

Postado por maria.espindola em 12/ago/2026 -

Desde 2021, ação preventiva é utilizada para identificar possíveis ligações irregulares de água da chuva na rede coletora de esgoto em Mato Grosso do Sul

A Ambiental MS Pantanal, em parceria com a Prefeitura Municipal de Inocência (MS), deu início nesta quarta-feira (12), o teste de fumaça na rede coletora de esgoto do município. A ação está prevista para ocorrer durante três dias, até 14 de agosto, e tem como objetivo identificar possíveis ligações irregulares de água da chuva ao sistema de esgotamento sanitário.

Conhecida popularmente como fumacê, a técnica utiliza um termonebulizador para a aplicação controlada de uma fumaça especial e não tóxica na rede coletora. Diferentemente do fumacê empregado no combate a mosquitos, o procedimento tem finalidade exclusivamente preventiva e permite inspecionar as tubulações para identificar possíveis conexões inadequadas entre as redes de esgoto e de drenagem pluvial.

A ação integra as medidas preventivas adotadas pela concessionária para garantir a eficiência do sistema de esgotamento sanitário nos 68 municípios atendidos. A identificação de ligações irregulares de água da chuva é importante para evitar que grandes volumes sejam direcionados à rede de esgoto, o que pode provocar sobrecargas, obstruções e extravasamentos, especialmente durante períodos de chuvas intensas.

Durante a vistoria, a fumaça é introduzida na rede coletora de esgoto. Caso seja observada a saída do material por calhas, ralos externos, caixas de drenagem, quintais ou outros pontos inadequados dos imóveis, a ocorrência pode indicar uma ligação irregular entre os sistemas de esgoto e drenagem.

Os pontos identificados durante o procedimento são posteriormente avaliados pelas equipes técnicas. Quando a irregularidade é confirmada, os responsáveis pelos imóveis recebem orientações da Prefeitura sobre as adequações necessárias.

Para o diretor-executivo da Ambiental MS Pantanal, Clayton Bezerra, a aplicação da técnica ganha ainda mais importância em municípios como Inocência, onde o sistema de esgotamento sanitário já alcança 99% de cobertura.

“Com o avanço da infraestrutura, o trabalho também envolve a preservação do sistema implantado e o uso correto da rede coletora. O teste com fumacê permite identificar situações que muitas vezes não são perceptíveis no dia a dia e atuar de forma preventiva, contribuindo para evitar extravasamentos, retornos de esgoto, obstruções e outros transtornos para a população”, destaca.

Clayton reforça que a rede coletora deve receber somente o esgoto doméstico proveniente de banheiros, cozinhas e áreas de serviço. “A água da chuva captada por telhados, calhas, quintais e ralos externos deve ser direcionada exclusivamente ao sistema municipal de drenagem pluvial”, explica.

Quando a água da chuva é lançada indevidamente na rede de esgoto, o volume transportado pode aumentar significativamente, sobrecarregando tubulações e unidades operacionais. Entre as consequências estão extravasamentos, retorno de esgoto para os imóveis e a necessidade de intervenções e manutenções mais frequentes no sistema.

A Ambiental MS Pantanal utiliza a técnica desde maio de 2021, quando assumiu a operação dos serviços de esgotamento sanitário em 68 municípios de Mato Grosso do Sul. O procedimento já foi realizado desde então em cidades como Bonito, Naviraí, Dourados, Ponta Porã, Iguatemi, Santa Rita do Pardo e agora, Inocência.